Câncer dos ossos – congelamento é a nova técnica para tratamento

O congelamento a menos 32ºC do osso acometido por tumor canceroso é a nova técnica de tratamento que foi apresentada durante o VIII Congresso Brasileiro de Oncologia Ortopédica da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, que terminou sábado passado, dia 14, em Tiradentes, Minas Gerais.

O presidente do Congresso, Rodrigo de Andrade Gandra Peixoto, explica que, como esse setor da Medicina evolui muito rapidamente e há novidades constantes no tratamento, nas próteses e novas abordagens cirúrgicas. Centenas de médicos estiveram presentes no evento, entre ortopedistas, radiologistas, radioterapeutas, patologistas e oncologistas. Ele lembra que a oncologia ortopédica é uma especialidade multidisciplinar e frequentemente o paciente é atendido por dois ou mais especialistas.

Sobre a técnica de congelamento, que já começou a ser empregada por uns poucos cirurgiões no Brasil, diz ele que especialistas estrangeiros, como o italiano Pietro Ruggieri, chefe da Oncologia do Instituto Rizzolli, fizeram conferências a respeito, mostrando a experiência internacional. “O que se faz é retirar um osso com um tumor, um fêmur, por exemplo, que é então limpo da massa cancerosa e mergulhado em nitrogênio, para que o extremo frio mate as células doentes, depois do que o osso limpo é reimplantado no paciente”, explica Dr. Rodrigo Peixoto.

O congresso foi também a oportunidade para a prova de título de especialista, exame muito rigoroso ao qual se submetem os médicos que querem o título de oncologista ortopédico.

Ainda segundo o presidente do Congresso, o câncer dos ossos não é muito comum, geralmente ocorre na coluna, nos ossos da coxa ou do braço, mas o grande desafio para os especialistas é o diagnóstico precoce. “Importante porque se diagnosticado precocemente, esse tipo de câncer tem grande chance de ser curado”, diz o especialista. O diagnóstico pode ser feito por um simples raio-x, explica o médico, e a suspeita do câncer pode ser levantada por um ‘caroço’ ou por dor que aumenta progressivamente apesar da medicação, sintomas que levam o ortopedista a suspeitar de um problema oncológico.
                 

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