Dia Mundial de Combate ao Câncer coloca em evidência a evolução no diagnóstico e tratamento da doença

Dados da Organização Mundial de Saúde revelam que todo ano aproximadamente 12,7 milhões de casos de câncer são descobertos e 7 milhões de pessoas morrem ao redor do mundo em decorrência da doença
              

No dia 08 de abril é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer. De forma geral, entre 60% e 68% dos tipos de câncer já têm cura. Alguns tipos a chance de recuperação chega a 100%. Porém, o grande desafio atualmente é, além de aumentar ainda mais a taxa de cura, é evitar que o paciente tenha sua qualidade de vida comprometida pelas reações aos tratamentos preparando sua recuperação para os próximos anos de vida.

De acordo com a OMS – Organização Mundial de Saúde, o câncer é a segunda doença que mais mata no mundo, com cerca de 7,6 milhões de óbitos por ano e nos próximos 25 anos, passará a ser a primeira. O último relatório da OMS sobre projeção de tumores, publicado em 2008, mostra o surgimento de 12,4 milhões de novos casos por ano. No Brasil, segundo informações do INCA – Instituto Nacional do Câncer, esse número é de quase 500 mil.

Nas duas últimas décadas, aumentou o risco de uma pessoa adquirir câncer. Esta taxa de risco em 1979 era de 40 a cada 100 mil mulheres e de 60 a cada 100 mil homens e em 1999 alcançou o patamar de 60 a cada 100 mil mulheres e 80 a cada 100 mil homens como foi identificado pelo Instituto Nacional de Câncer. Para prevenir o câncer o Inca aconselha a população a parar de fumar, possuir uma dieta alimentar saudável, limitar a ingestão de bebidas alcoólicas, evitar a exposição prolongada ao sol e usar filtro protetor solar fator 15 ou superior.

“Os diagnósticos cada vez mais precoces e o envelhecimento da população aumentam consideravelmente os valores de incidência nas estatísticas. Mas, de acordo com recentes levantamentos americanos, houve uma queda geral na mortalidade por câncer, justamente por conta desses diagnósticos que possibilitam tratamentos cada vez mais eficazes e em tempo hábil”, explica o Dr. Cid Gusmão.

O tratamento do câncer é, hoje, multidisciplinar, e envolve diversas áreas como oncologia, hematologia, radioterapia, cirurgia, especialistas em fertilidade e aconselhamento genético, além de psicólogas, nutricionistas e fisioterapeutas. A quimioterapia tradicional aliou-se à terapia alvo-molecular. Mais eficiente, tem efeito apenas sobre as células tumorais, causando menos efeitos colaterais. Já os novos aparelhos de radioterapia permitem direcionar o feixe radioativo apenas aos tumores, muitas vezes menores que 1cm, desenhando o campo tumoral a ser irradiado. Assim, as células dos tecidos normais vizinhos ao tumor são poupadas dos efeitos da radiação.

“Hoje pensamos na reintegração social do paciente pelo resto de sua vida, pois a maior parte dos pacientes ficará curado. Foi neste contexto que surgiram as equipes multidisciplinares, que procuram oferecer, além do tratamento do câncer, o alcance da cura, mas também a preocupação com a reabilitação, reintegração e futuro dos pacientes”, acrescenta Dr. Cid.
       

Prevenção

Parar de fumar, evitar o sedentarismo e modificar hábitos alimentares podem reduzir em um terço as mortes por câncer. Outro fator importante é evitar a exposição direta da pele ao sol, utilizando sempre protetor solar. Além desses cuidados, realizar periodicamente os exames que podem detectar a presença de qualquer alteração nos órgãos de maior incidência de câncer. Em pacientes com forte história familiar e risco aumentado, exames genéticos hoje existentes podem identificar alterações, e ajudar no planejamento terapêutico precoce.

Para a mulher é essencial fazer mamografia uma vez por ano, a partir dos 45 anos de idade. Somente esta medida reduz a mortalidade por câncer de mama em 30%. Outros exames como papanicolau e colonoscopia são importantes para evitar casos de câncer de colo de útero e cólon, respectivamente.

No homem é indicada a colonoscopia, além do toque da próstata e o exame de PSA, a partir dos 50 anos, para prevenção de câncer de cólon e próstata.
            

Fonte

Cid Gusmão – Médico oncologista da equipe de oncologia clínica do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo.
              

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