Infiltração no joelho – quando fazer?

Técnica trata inflamações persistentes e artrose
              

Infiltração no joelho. Basta o ortopedista informar o tratamento para que os pacientes comecem a se preocupar. Muitos temem o procedimento por falta de informação ou por julgarem que será um procedimento doloroso. Mas, afinal, o que é a infiltração no joelho? Quando ela deve ser realizada? Há riscos?
         

O Dr. Paulo Henrique Araujo tira todas essas dúvidas na entrevista abaixo. Acompanhe.

1. O que é uma infiltração na articulação?

Infiltração na articulação é uma injeção medicamentosa aplicada diretamente no espaço articular.
                  

2. Quando as infiltrações no joelho são indicadas?

As infiltrações são indicadas quando o joelho apresenta um processo inflamatório que não consegue ser tratado por meio de medidas tradicionais, como medicações orais, gelo e fisioterapia. Outra indicação para as infiltrações é no tratamento da artrose, chamada também de viscosuplementação. Porém, nestes casos, a medicação injetada é completamente diferente dos corticoides utilizados nos casos inflamatórios.
                   

3. Como é feita a infiltração? É um procedimento doloroso?

A infiltração é feita através de um procedimento estéril (asséptico) por meio de uma injeção que atinge diretamente o espaço articular. A infiltração é precedida por uma anestesia na pele e na cápsula articular e, por isso, dói tanto quanto uma injeção em outro local, ou seja, somente a dor da picada na pele e a ardência momentânea causada pela aplicação do anestésico. A infiltração em si não causa dor alguma, já que foi precedida por uma anestesia local.
                 

4. Quais substâncias são utilizadas?

Normalmente, são utilizados os corticoides, que são substâncias anti-inflamatórias potentes. Existem tipos específicos de corticoides que são mais utilizados nos joelhos, que cabe ao ortopedista escolher a partir da avaliação do caso. Anestésicos também são utilizados algumas vezes quando a pessoa é acometida de dores agudas intensas.

No caso da artrose, a medicação mais indicada para ser injetada na articulação é o ácido hialurônico, que ajuda a melhorar a viscosidade do líquido sinovial (fluido viscoso que tem a função de lubrificar a articulação). Ele funciona como um lubrificante e aumenta a nutrição da cartilagem das articulações, em especial a do joelho e, com isso, auxilia a atenuar a dor.
               

5. Quais os riscos do excesso de infiltrações?

Os corticoides, quando usados em excesso, podem enfraquecer os tecidos e predispor a lesões. Dessa forma, seu uso deve ser restrito em casos onde os tratamentos convencionais não surtiram efeito e, mesmo assim, com ressalvas.

Além dos efeitos locais dos corticoides, existem também os possíveis efeitos indesejáveis sistêmicos, como aumento de pressão arterial e aumento da glicemia. Portanto, pacientes hipertensos e diabéticos devem tomar cuidado especial com o uso dessas substâncias.

Nas infiltrações com ácido hialurônico, o recomendado é uma série de três infiltrações, sendo uma por semana. Os efeitos colaterais possíveis são mais localizados, como a sinovite (inflamação da membrana sinovial).
                    

6. Alguns jogadores de futebol  passam pelo tratamento com infiltrações para poder jogar uma partida. Essa é uma prática recomendável? Por que?

Cada caso é um caso, mas em linhas gerais, as infiltrações não devem ser utilizadas para se mascarar um quadro doloroso a fim de possibilitar a prática de alguma atividade. A ausência de dor proporcionada pela infiltração, nestes casos, pode levar à piora do quadro articular com a sobrecarga da articulação já lesionada.
           

7. Quantas infiltrações podem ser feitas durante o tratamento no joelho, por exemplo?

Não existe um número definido, mas o uso frequente de medicações corticoides pode enfraquecer os tecidos articulares e predispor a lesões mais complexas no futuro. Portanto, as infiltrações à base de corticoides devem ser limitadas ao mínimo possível à critério médico.
     

8. Qualquer paciente pode ser submetido à infiltração? O que fazer quando esse tratamento deixar de surtir efeito?

Pacientes hipertensos e diabéticos devem evitar as infiltrações com corticoides. Infiltrações com medicações à base de ácido hialurônico para os casos de artrose no joelho não devem ser realizadas em pacientes com estase venosa ou linfática na perna afetada, tampouco em pacientes com infecção na articulação ou com reação inflamatória mais severa no joelho acometido.

Se quando indicadas as infiltrações não surtirem mais efeito, o caso deverá ser analisado cuidadosamente pelo ortopedista para considerar uma nova modalidade terapêutica.
         

Fonte

Paulo Henrique Araujo (CRM-DF 13519) – Cirurgião ortopedista graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, com especialização em trauma ortopédico e cirurgia de joelho. Nos últimos 2 anos, acumulou experiência internacional com estágio em traumatologia ortopédica no Hospital for Special Surgery, em Nova Iorque, sob supervisão do Dr. David Helfit. Também fez parte do Departamento de Ortopedia da Universidade de Pittsburgh – Pittsburgh/EUA, desenvolvendo pesquisas na área de joelho com o chefe da divisão de Medicina Esportiva, Dr. Christopher Harner, e com o Chefe do Departamento de Ortopedia, Dr. Freddie Fu, de quem se tornou assistente direto.  Integrante das Sociedades Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), de Cirurgia de Joelho (SBCJ), de Trauma Ortopédico (SBTO), Sociedade Latinoamericana de Artroscopia de Joelho e Trauma Desportivo (SLARD) e International Society of Arthroscopy, Knee Surgery (ISAKOS). Participa como palestrante e instrutor em diversos congressos e cursos nacionais e internacionais na área de ortopedia, como AAOS meeting, fev/12 da American Academy of Orthopaedic Surgeons; ORS meeting, fev/12 da Orthopaedic Research Society; 13° Congresso Brasileiro de Cirurgia do Joelho 2010; 1ª Jornada de Cirurgia do Joelho da Regional do Centro Oeste – 2009; 41° Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia 2009. Com uma intensa atuação acadêmica, Dr. Paulo Araujo possui vários trabalhos científicos publicados em jornais e revistas científicas do meio médico.
             

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