Endometriose x vida sexual

Um estudo feito pelo Setor de Endometriose da UNIFESP comprovou: Pacientes com endometriose tendem a perder o desejo sexual. A pesquisa analisou o perfil de 100 mulheres, algumas que possuem a doença e outras que nunca tinham se queixado dos sintomas da Endometriose.

O resultado foi surpreendente. Mesmo após a remoção cirúrgica da endometriose, algumas pacientes ainda não se sentiam satisfeitas. Na pesquisa, foram analisados todos os aspectos relacionados a vida sexual e à qualidade de vida como um todo.

O Dr. Eduardo Schor – que coordenou os trabalhos – explica porque a endometriose afeta tanto a vida sexual das mulheres. “O principal local aonde encontramos endometriose é em um ligamento perto da vagina. A doença gera um processo inflamatório e, sempre que, durante a relação há o estímulo desta região a mulher refere dor”. Para piorar a situação, geralmente este sintoma é progressivo, chegando, em alguns casos a  impossibilitar o coito.

As mulheres que tem a doença se queixam, principalmente, de cólica menstrual com forte intensidade e  dores na relação. A endometriose pode desencadear também infertilidade, sendo necessário recorrer muitas vezes à fertilização in vitro.

“O diagnóstico da endometriose costuma ser tardio. Diversos estudos mostram que há uma demora de mais de 5 anos entre o início dos sintomas e o diagnóstico. Este período de tempo a mulher fica com dor, o que acaba interferindo na vida diária”, explica o ginecologista.

Baixa produtividade no trabalho, distúrbios do sono e da vida sexual, somados à dor, diminuem consideravelmente a qualidade de vida também são decorrentes desse quadro clínico. Transtornos emocionais como depressão e ansiedade se tornam ainda mais comuns nestas mulheres.

Diagnosticar o quanto antes a doença é o caminho para minimizar o problema. Quanto mais cedo, maiores as chances de sucesso na recuperação e menor prejuízo para a vida da mulher. O tratamento é múltiplo, sendo necessário focar no corpo como um todo. “Se focarmos apenas na doença pélvica corremos o risco de menor chance de sucesso. Avaliar a esfera emocional, osteomuscular e sexual fazem parte de um diagnóstico adequado para o tratamento completo”, explica Dr. Schor.

Em poucos casos, as mulheres não conseguem voltar a ter uma relação sexual normal já que ainda mantém gravado no subconsciente os traumas das experiências dolorosas do passado. Este trauma pode ser emocional ou espasmos da musculatura paravaginal. Nesses casos, um pós-tratamento específico pode voltar a dar condições de uma vida sexual normal.

Fazer um diagnóstico completo e iniciar uma fisioterapia de assoalho pélvico são dois caminhos primordiais para o sucesso da cura. Existem profissionais que são habilitados para cuidar apenas de seqüelas musculares de mulheres com endometriose. Um trabalho psicológico também pode auxiliar.
             

Fonte

Eduardo Schor – Médico ginecologista,  Professor Afiliado e Chefe do Setor de Endometriose da UNIFESP – Escola Paulista de Medicina
www.endometriose.med.br
           

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