Diagnóstico precoce na luta contra a dengue

Laboratório Sabin, em Brasília, realiza o exame Dengue Early NS1, que permite diagnóstico da doença em duas horas e a partir do primeiro dia de infecção
       

Febre alta, dor de cabeça, nos olhos, corpo e juntas.
Quando esses sintomas aparecem, surge também a dúvida: virose comum ou dengue?

Os sintomas da dengue são parecidos com o de várias outras doenças infecciosas. Por isso, é necessário realizar um exame laboratorial para tentar confirmar a enfermidade. Outro problema surge porque o resultado positivo de um exame convencional para detectar a dengue demora de quatro a cinco dias, após o início dos sintomas. “E é nesse tempo que o diagnóstico para o manejo clínico da situação é mais importante, pois torna-se um recurso valioso para a realização antecipada de monitoramento e terapia de suporte da doença, o que reduz o risco de complicações”, afirma o Dr. Alexandre Cunha. 

A demora do resultado ocorre porque o exame tradicional é feito com base na detecção dos anticorpos contra o vírus no sangue, que só surgem após o 4º ou 5º dia. O organismo leva algum tempo para começar a produzi-los. Além disso, a dengue é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus que tem quatro sorotipos. Segundo o infectologista, “nos exames tradicionais os anticorpos IgM não ficam positivos em uma infecção por um 2º sorotipo, justamente nos casos de maior risco de complicações.”

Considerado um avanço na luta contra a dengue, o exame Dengue Early NS1 já está disponível no Laboratório Sabin. Este é um teste de sangue que tem como diferencial a detecção de partículas do antígeno NS1 do vírus da dengue pela técnica Elisa de captura. Segundo Dra. Lídia Abdalla, superintendente Técnica do Sabin, essa característica do Dengue Early NS1 possibilita o diagnóstico da doença já a partir dos primeiros sintomas. “O resultado leva apenas duas horas para ser liberado”, afirma.

Em razão de ser uma novidade no mercado, o teste Dengue Early NS1 ainda é pouco solicitado pelos especialistas. “É necessário que o médico especifique no pedido a pesquisa do antígeno NS1, além da pesquisa de anticorpos”, elucida Alexandre Cunha.
              

Fonte

Alexandre Cunha – Médico infectologista do Laboratório Sabin e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia do DF.
             

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Michele Vieira
michele@ptexto.com.br 

 

 

 

 




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