Impacto da Síndrome de Down pode desestabilizar a família

No dia 21 de março, ONU celebra 1º Dia Oficial da  Síndrome de Down, que terá o discurso de uma brasileira com a doença
Para as Dras. Claudia Barroso e Sonia Pires, que trabalham com a “má notícia assistida”, a preparação emocional dos pais durante a gravidez ajuda muito a lidar com a realidade diversa da esperada

        

Sabe-se dos grandes avanços da sociedade e melhores prognósticos ao desenvolvimento de portadores de diversas síndromes. Porém, a reação dos pais que são informados de que o filho nascerá com algum problema, como a Síndrome de Down, pouco mudou. “A notícia de que o filho é diferente do esperado causa um choque, às vezes negação ou paralisação na família”, afirma a Dra. Claudia Barroso, que trabalha com a má notícia assistida. “Neste momento, alguns pais focam-se apenas nos tratamentos possíveis para a criança, e se esquecem que eles também precisam ser cuidados e se preparar para esse filho, que será diferente do sonhado”, disse.
          
 
A importância do luto simbólico
 
Quando nasce uma criança diferente da que imaginamos, é preciso realizar o processo que as terapeutas Sonia Pires e Claudia Barroso chamam de “luto simbólico”. “É a perda do sonho, da expectativa; e o contato com uma situação diversa da imaginada”, explicam. “Apenas ao compreender e assumir o problema, a família conseguirá buscar a melhor vida possível dentro dessa realidade”, concluem.
 
Segundo as especialistas, receber o diagnóstico da Síndrome de Down altera a perspectiva da família em relação ao seu futuro e o da criança. “Ao planejar ter um filho, além da preparação do enxoval físico, com as roupinhas, o quartinho etc, há também a elaboração do enxoval psíquico, com as imagens e os sonhos para a vida com aquela criança”, afirma a Dra. Claudia Barroso.
 
Para a Dra. Sonia Pires, que trabalha com o impacto da notícia nas famílias, ajudando-as na reorganização para enfrentar o diagnóstico, um ponto polêmico é o preconceito que existe em relação aos portadores, que pode levar a uma rejeição. “Se o luto simbólico não for feito, pode haver um duro período de rejeição dos pais e/ou familiares -avós, irmãos, tios – em relação àquela criança”, disse.
 
“Por isso, a importância em adequar às expectativas da família em relação ao bebê o quanto antes, inclusive durante a gravidez, ao receber a notícia”, afirma Dra. Claudia. “Hoje, com todo o avanço no acompanhamento das crianças portadoras de Síndrome de Down, muitas cursam faculdade, casam, tem filhos”, afirma. “Mas é importante preparar os familiares para aceitar as diferenças. Talvez o tempo dele seja outro”, conclui.
          

Fontes

* Claudia Barroso – Psicóloga e psicanalista do Bem-Me-Care – SOS Family.

* Sonia Pires – Psicóloga e psicanalista do Bem-Me-Care – SOS Family.

          

Sobre o Bem-Me-Care – SOS Family
 
Fundado pelas psicólogas e psicanalistas Claudia Barroso e Sonia Pires, o serviço realiza pronto-atendimento às famílias impactadas por um diagnóstico médico grave. Em técnica exclusiva, o ciclo dirigido de atendimento dura de um a sete encontros.

      
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