Mulher – coloque a sua saúde em dia

No mês da Mulher, especialistas do Exame e Pasteur recomendam a realização de exames preventivos
               

Cuidar da saúde é um grande desafio para a mulher contemporânea. Cônjuges, filhos, afazeres profissionais e domésticos tornam-se prioridades. Porém, mesmo com essa rotina frenética, a visita ao médico e a realização de exames preventivos ganham espaço na agenda feminina.

De acordo com a Dra. Adília Segura, o público feminino é o que mais tem cuidado com a saúde. “Talvez por exercer múltiplos papéis na sociedade, a mulher se preocupa com a prevenção de doenças, busca mais informações e se sente mais confortável ao realizar check-ups periódicos”, opina a especialista.

Além de se preocuparem com uma vida mais saudável, as mulheres também possuem características fisiológicas que são determinantes para um acompanhamento médico permanente. “A mulher passa por oscilações hormonais durante o ciclo menstrual, a gestação e a menopausa, o que predispõe ao desenvolvimento de algumas patologias, como câncer de mama, osteoporose e doenças cardiovasculares”, explica.

A biomédica Dra. Jailma Miyada esclarece que a prevenção é o melhor aliado na saúde e pode existir em duas etapas. “Existe a prevenção primária, que compreende a proteção e a promoção da saúde. Trata-se de medidas de saúde que previnem o aparecimento de doenças. Aprevenção secundária compreende o diagnóstico precoce de doenças, ou seja, a patologia é descoberta o mais cedo possível, o que permite seu tratamento imediato, diminuindo as complicações e os riscos de morte”.
    

Um check-up para cada fase da vida

Dra. Adília comenta que a bateria de exames é recomendada para todas as mulheres, porém cada etapa da vida exige cuidados específicos com a saúde. O recomendado é que o público feminino faça revisões médicas periódicas, principalmente a partir daprimeira menstruação e antes do início da vida sexual. Alguns testes podem ser fundamentais para o diagnóstico precoce e tratamento de doenças como o câncer de mama e o câncer de colo de útero.

“O check-up vai além dos exames ginecológicos, e, por isso, as mulheres devem realizar acompanhamento com médicos das especialidades de clínica geral, endocrinologia e cardiologia para a realização de exames complementares, como hemograma, glicemia, colesterol, triglicérides, ácido úrico e urina”, ressalta Dra. Adília.
        

Confira as principais recomendações de exames indicados para as mulheres

* Papanicolau – Independentemente do histórico sexual da paciente, o exame deve ser realizado regularmente apartir dos 18 anos para prevenção do câncer do colo de útero. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2012 devem surgir mais de 17 mil novos casos da doença. Depois dos 30 anos, a maior frequência de miomas e de outras doenças relacionadas ao útero e aos ovários pode levar o médico ginecologista a solicitar também a ultrassonografia transvaginal.

* Mamografia – Trata-se de um exame mais recomendado para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Ele deve ser realizado anualmente por mulheres acima dos 40 anos. Se houver indicação clínica, pacientes de alto risco, com histórico de câncer de mama na família, podem começar a realizar exames preventivos mesmo antes dos 35 anos.

* Glicemia em jejum – Trata-se de um importante exame de sangue que deve ser realizado com a paciente em jejum de pelo menos oito horas. Ao analisar a taxa de açúcar no sangue é possível diagnosticar portadores de diabetes, doença crônica que é tanto melhor administrada quanto mais precocemente diagnosticada. Mulheres com mais de 45 anos – ou antes, se houver histórico da doença na família -, com taxas altas de colesterol e triglicerídios, obesas, sedentárias e idosas pertencem ao grupo de risco.

* Controle da tireoide – Depois dos 30 anos, as mulheres têm três vezes mais chances de desenvolver distúrbios da tireoide, principalmente o hipotireoidismo. Em alguns casos, a paciente começa a notar certa dificuldade em perder peso, queda acentuada de cabelo, enfraquecimento das unhas e maior sonolência. A doença pode ser diagnosticada por um simples exame de sangue em que são realizadas as dosagens dos hormônios tireoidianos T3, T4 e TSH. Entretanto, quando o endocrinologista suspeita da presença de nódulos, poderá sugerir a realização de exames complementares, como ultrassonografia, cintilografia ou mesmo uma biópsia.

* Densitometria óssea – Depois dos 50 anos, ou ainda mais cedo, dependendo do histórico familiar, é recomendável realizar o exame de densitometria óssea a cada dois anos para se prevenir a osteoporose, que é uma doença silenciosa e ainda assim bastante agressiva na terceira idade.

* Colesterol e triglicerídeos – Principalmente depois dos 40 anos, o exame de sangue para checagem das taxas de colesterol e triglicerídeos devem ser anuais, a fim de contribuir para a prevenção do infarto. Hoje, as doenças do coração fazem 300 mil vítimas ao ano, sendo metade mulheres.

* Eletrocardiograma – Para quem não tem histórico familiar, pode começar a fazer parte da bateria de exames anuais a partir dos 50 anos. Dependendo das orientações do médico cardiologista, o eletrocardiograma deverá ser acompanhado dos exames abaixo.

* Teste ergométrico – Também chamado de teste de esforço, esse tipo de eletrocardiograma é utilizado como rastreador de alterações do ritmo cardíaco durante o esforço físico, frequentemente associadas à doença arterial coronariana e angina, uma vez que muitos desses pacientes apresentam resultado normal no eletrocardiograma em repouso.

* Ecodopplercardiograma – Trata-se de um exame de ultrassom do coração que permite checar a anatomia do órgão, suas dimensões e a função de inúmeras estruturas cardíacas, assim como o fluxo sanguíneo. Com esse exame é possível diagnosticar alterações relacionadas à hipertensão arterial, coronariopatias (artérias), miocardiopatias (músculo cardíaco) e disfunções nas válvulas do coração, por exemplo.

 

Mais saúde

A Dra. Jailma dá dicas de como as mulheres podem assegurar uma qualidade de vida. “Ter qualidade de vida é mais do que ter uma boa saúde física ou mental. É gostar de si mesmo. A auto-estima é um fator indispensável para se ter qualidade de vida. Algumas mudanças nos hábitos cotidianos podem fazer grande diferença na qualidade de vida da mulher, tais como: hábitos alimentares saudáveis;  prática de atividade física; comportamento preventivo; controle do estresse; manutenção de relacionamento social saudável, dentre outros”.

Além disso, a biomédica recomenda que as mulheres tenham tempo disponível para o lazer e para cuidar bem do corpo.  “É importante que a mulher tenha vários hábitos que a façam se sentir bem, que tragam boas consequências, como usar o humor para lidar com situações de estresse, definir objetivos de vida e, o principal, sentir que tem controle sobre a própria vida”, finaliza.
          

Fontes

* Adília Segura – Médica patologista clínica e diretora médica de análises clínicas do Exame e do Pasteur Medicina Diagnóstica.

* Jailma Miyada – Biomédica.
               

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Hulda Rode
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