Infarto – as mulheres precisam estar atentas à prevenção

Para a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as mulheres precisam estar atentas à prevenção já que, no caso delas, muitas vezes o infarto não apresenta qualquer sintoma, como a tradicional dor no peito
                         

A Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC – promove um amplo alerta para as mulheres, pela passagem do Dia Internacional da Mulher – 8 de março. Nunca morreram tantas brasileiras por infarto, como nos últimos anos. Há cinquenta anos de cada dez mortes por infarto nove eram homens e uma mulher. Atualmente essa proporção está em seis homens e quatro mulheres.  “Se nada for feito, em pouco tempo, as mulheres passarão os homens em mortes por infarto”, conta o Dr. Carlos Alberto Machado.

Em 2010, 41.211 mulheres foram vítimas de infarto, enquanto os homens ainda lideram com 57.534 mortes. Já entre todas as doenças cardiovasculares, o que inclui, além do infarto, o AVC (derrame), doenças hipertensivas, entre outras, a proporção entre homens e mulheres é quase a mesma. Das 320.074 mortes, 52,43% foram homens e 47,56% mulheres.

Para a maioria das mulheres, o infarto é quase assintomático. As mulheres de 45 anos correm 30% mais riscos que os homens da mesma idade de ter um infarto sem dor no peito. Esse índice cai para 25% na faixa entre 45 e 65 anos e adiferença só vai desaparecer após os 75 anos, segundo estudo publicado pela Associação Médica Americana.

O presidente do Departamento de Cardiologia de Mulher da SBC, Orlando Otávio de Medeiros, lembra que a doença cardiovascular – DCV é a principal causa de mortes nos Estados Unidos. “Em 2009, 53% morreram de DCV, enquanto o câncer de mama vitimou 4% das americanas. A incidência por aqui deve ser bastante semelhante e provavelmente as brasileiras nem saibam disso. Nos Estados Unidos, foi feita uma pesquisa e constatou-se que apenas 36% tinham consciência que a DCV é a principal causa de mortes”, diz Dr. Medeiros.

Nas últimas décadas as mulheres adquiriram hábitos não saudáveis, como tabagismo e alcoolismo; ao entrar para o mercado de trabalho passaram a sofrer mais com o estresse, em virtude de duplas e até triplas jornadas; e, assim como os homens, ficaram mais sedentárias e obesas. “Esse contexto praticamente colocou as mulheres em igualdade com os homens nas doenças cardiovasculares. É preciso mudar hábitos e buscar uma vida mais saudável, para reverter esses números e evitar que sejam campeãs de mortes por doenças cardiovasculares. Título que ninguém quer”, finaliza Dr. Medeiros.
         

Fontes

* Carlos Alberto Machado – Médico cardiologista e diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da SBC;

* Orlando Otávio de Medeiros – Médico cardiologista e presidente do Departamento de Cardiologia de Mulher da SBC.
                      

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