Aneurisma da aorta – diagnóstico precoce pode salvar vítimas

Doença silenciosa que acomete até 6% da população mundial acima de 60 anos, o aneurisma da aorta é resultado de uma dilatação localizada e permanente da aorta, maior e principal artéria do organismo, que sai do coração, atravessa o tórax e o abdome.

Para explicar melhor, a aorta dilata-se de forma progressiva, isso acontece quando o diâmetro passa de 5 – 5,5cm cm e torna o risco de ruptura muito significativo. Este rompimento pode levar a hemorragia grave e pode causar estado de choque, dor intensa nas costas, peito e abdome. Na maioria das vezes impossibilita o tratamento antes da chegada ao hospital, ocasionando morte súbita.

De acordo com Dr. Sergio Quilici Belczak, não existe estatística precisa no Brasil de quantas pessoas morrem vítimas de aneurisma. Sabe-se apenas que a doença é a mais frequente dos aneurismas arteriais, e em grande parte dos casos, quando não diagnosticado, resulta em óbito ou pode levar a lesões que comprometem a qualidade de vida.

Ainda segundo o especialista, o aneurisma pode se manifestar em qualquer idade, mas é mais frequente a partir dos 60 anos, e atinge mais homens. “Não existem causas bem definidas, mas as evidências apontam para a soma de alguns fatores de risco, como predisposição familiar; hipertensão arterial; aumento dos níveis de colesterol e triglicérides; diabetes, aterosclerose e fumo”. Algumas doenças genéticas, como a Síndrome de Marfan – caracterizada por membros anormalmente longos, alterações das válvulas cardíacas e dilatação da aorta – estão fortemente associadas à doença, completa.

O diagnóstico geralmente é incidental com exames de rotina, como ultrassonografia e tomografia. Caso o paciente apresente um quadro de aneurisma de diâmetros elevados, a cirurgia na maioria das vezes é indicada, visto que seu objetivo será excluir o aneurisma na tentativa de minimizá-lo, conservando a estrutura da artéria afetada. “Em alguns casos pode haver dores abdominais e massa abdominal pulsátil, se o paciente possui mais de um fator de risco aliado a estes desconfortos, é um sinal para fazer uma checagem de saúde mais detalhada”, alerta o médico.

O tratamento convencional é uma cirurgia consagrada, de grande porte, que envolve uma incisão abdominal e troca da artéria doente por uma prótese. Já o tratamento endovascular é uma técnica moderna, minimamente invasiva, na qual o médico insere, pela virilha, um dispositivo parecido com os stents usados para abrir artérias entupidas, uma endoprótese. Esta é uma malha de metal revestida por tecido, é colocado na artéria onde está o aneurisma e desvia o fluxo de sangue. Por ano cerca de duas mil pessoas passam por cirurgia.

“A nova técnica possibilita na maioria dos casos, uma recuperação mais breve, com menor período de internação em UTI, quando comparado à técnica convencional, além de um retorno precoce as atividades laborais. Porém, a melhor técnica dependerá do tipo e localização do aneurisma, além da condição clínica do paciente”, finaliza o cirurgião.
               

Fonte

Sergio Quilici Belczak – Doutor pelo Depto.  de Cirurgiado Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de SP(HC-FMUSP). Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – SBACV. Coordenador do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Geral de Carapicuíba, SP. Chefe do Serviço de Cirurgia Endovascular e Radiologia Intervencionista do Hospital IGESP. Docente da Faculdade de Medicina São Camilo e Sócio da Clínica Endovascular SP.
www.endovascularsp.com.br
        

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Marcelle Canfild
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