Lançamento do livro: “Medicina Popular do Centro-Oeste”

Capa do livro Medicina Popular do Centro-Oeste

AS DOENÇAS E SUA CURA ESTÃO NA NATUREZA. Com esta afirmação do autor radicado em Goiânia, Bariani Ortencio, o livro chega à sua 3ª edição (revista e atualizada pelo autor), para continuar a divulgar que as tradições populares são grande fonte de saúde. Tal sabedoria, esquecida pela modernidade, se mostra pujante e viva na pesquisa de mais meio século do autor.

A editora Thesaurus lançará no dia 7 de março (quarta-feira), em Brasília (Carpe Diem restaurante, 104 Sul), a partir das 19h, a terceira edição do livro Medicina Popular do Centro-Oeste (548 págs., R$59,00), no qual o autor, Bariani Ortencio, em 1953, se propôs a escrever uma trilogia dos conhecimentos populares do Centro-Oeste. Em 1967, saiu o primeiro volume, Cozinha Goiana – estudo e receituário. Em 1983, foi publicado o Dicionário do Brasil Central – subsídios à Filologia, que conquistou o prêmio “Maior Realização Cultural de 1983”. Depois foi a vez deste Medicina Popular do Centro-Oeste (também com estudo e receituário) terminando a trilogia.

O livro, além de um registro histórico, traz ao leitor ensinamentos de nossos antepassados. É uma forma de lutar contra os efeitos colaterais da maioria dos remédios alopáticos e seus altos preços. Em Medicina Popular do Centro-Oeste, você encontra o tratamento de 500 doenças e incômodos, 800 estudos sobre produtos da natureza além de mais de 3.000 receitas da medicina popular; informações de curas, técnicas de colheita, preparo de vegetais, glossário e bibliografia. Segundo o autor, “neste Medicina do Centro-Oeste, retrato como o povo do Brasil Central vinha e vem cuidando de suas doenças e incômodos (macacoas e perrenguices), mormente os interioranos e os sertanejos, dividindo e desmembrando a medicina alternativa em várias outras denominações, sinônimos e até seitas: popular, caseira, doméstica, rústica, empírica, folclórica, natural, botânica, mágica, religiosa, vegetal, mística…”, explica.

Técnicas
Hortêncio explica que o cuidado com os remédios das plantas demanda atenção a detalhes como: qual parte, qual a quantidade e como usar; esterilização e técnica de secagem (evitar as bactérias e outros agentes prejudiciais à saúde do usuário). “Há germes que resistem até a ebulição (100 graus), por isso não basta apenas ferver certas ervas. Esses germes seriam eliminados numa secagem adequada. A colheita da planta também tem a sua época certa”, afirma o autor.

Segundo trabalho publicado por Valdir Florencio da Veiga Junior, do Departamento de Química, da Universidade Federal do Amazonas, “no Brasil, diretrizes do Ministério da Saúde determinaram prioridades na investigação das plantas medicinais e implantando a fitoterapia como prática oficial da medicina, orientando as Comissões Interinstitucionais de Saúde (CIS) a buscarem sua inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS). Para que essa inclusão ocorra é essencial que os profissionais da área de saúde conheçam as atividades farmacológicas e a toxicidade das plantas medicinais de cada bioma brasileiro, de acordo com os costumes, tradições e condição sócio-econômica da população”.

Plantas medicinais
De acordo com a Organização Mundial de Saúde OMS (2003), a planta medicinal é uma espécie vegetal, cultivada ou não, utilizada com propósitos terapêuticos. A planta fresca é aquela coletada no momento de uso e planta seca é aquela que foi precedida de secagem, equivalendo à droga vegetal. De acordo com a Resolução RDC nº 48 de 2004 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, planta medicinal é uma espécie vegetal, cultivada ou não, utilizada com propósitos terapêuticos. Chama-se planta fresca aquela coletada no momento de uso e planta seca a que foi precedida de secagem, equivalendo à droga vegetal. A pesquisadora da PESAGRO-RIO/Estação Experimental de Seropédica, Celma Domingos de Azevedo, publicou pesquisa na qual defende que “o Brasil tem a maior biodiversidade de plantas do planeta, associada a ricas diversidades étnicas e culturais, com o maior percentual de plantas medicinais encontradas na Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica, respectivamente”. Bariani Ortêncio ressalta a importância da obra dele: “Certos medicamentos fazem mais mal do que bem divido as dosagens ignoradas por falta de estudo científico. Na ânsia da cura, com as receitas e remédios caros, o homem apela para as alternativas de qualquer espécie. É um vale-tudo perigoso. Nesse sentido, o livro pode ajudar, e muito.”, finaliza.

Bariani Ortencio

Bariani Ortencio

O autorWaldomiro Bariani Ortêncio nasceu em Igarapava (SP) em 24 de julho de 1923 e reside em Goiânia desde 1938. É autor de cerca de 30 livros. Foi alfaiate, jogador de futebol, professor de Matemática, comerciante, industrial, fazendeiro e minerador. Vários cantores gravaram músicas suas (letras e melodias). Atualmente cuida somente de literatura, música, pescaria no fabuloso rio Araguaia e… boas amizades. Já ganhou prêmios de prestígio como: “Prêmio Maior Realização Cultural de 1983” – com o Dicionário do Brasil Central – APCA – (Associação Paulista de Críticos de Artes); “Prêmio João Ribeiro – FOLCLORE – da Academia Brasileira de Letras – 1986 – com a Cartilha do Folclore Brasileiro e “2004 – Prêmio CLIO”, da Academia Paulistana da História, com A Fronteira-Revolução Constitucionalista-1932. É cronista semanal do jornal de Goiânia O POPULAR e da Rede Globo e palestrante, contribuindo para instituir o hábito da leitura nas escolas. Desde o ano de 2000, é presidente da Comissão Goiana de Folclore(IBECC-UNESCO).

Serviço:

Lançamento: Quarta-feira, dia 7 de março de 2012, a partir das 19h, no Carpe Diem restaurante, 104 Sul.

Livro: Medicina Popular do Centro-Oeste
Autor: Bariani Ortencio
Editora: Thesaurus
Valor : R$59,00 – 548 páginas

 

Convite para o lançamento:

Convite par o laçamento do livro "Medicina Popular do Centro-Oeste"




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