Entendendo a menopausa

Se tem um tema que causa temor na maioria das mulheres jovens é a “Menopausa”. Muito porque desconhecem o que significa essa palavrinha e não sabem o que esperar dela.

A menopausa é um evento fisiológico feminino, que representa o final do período reprodutivo. Ela é marcada pelo término dos ciclos menstruais, sendo o seu diagnóstico feito de maneira retrógrada, após 1 ano sem sangramento menstrual. Não é uma doença. É apenas uma das fases biológicas por que passa o organismo feminino.

Não existe uma idade padrão para que ocorra a menopausa, mas em geral ela ocorre entre os 45 e os 55 anos de idade. Quando ocorre antes dos 40 anos, dizemos que ocorreu uma menopausa precoce. “Ao contrário do que pensa a maioria das mulheres, não existe uma relação concreta entre a idade da primeira menstruação – menarca – e a menopausa”, explica a Dra. Denise Gomes.

Os responsáveis pela menopausa são os ovários, glândulas produtoras dos hormônios femininos estrogênio e progesterona. Estes hormônios começam a ser produzidos pelos ovários, por estímulo cerebral, durante a puberdade e determinam o aparecimento dos caracteres sexuais secundários femininos, o início da menstruação e a capacidade reprodutiva da mulher. Na menopausa, observamos uma falência ovariana progressiva, até que suas funções esgotam-se, e os níveis sanguíneos de estrogênio e progesterona declinam consideravelmente.

Estes hormônios executam muitas funções nos organismos femininos: permitem que ocorra a ovulação com posterior fecundação e gestação, mantém o trofismo e a lubrificação dos órgãos genitais, preservam o cálcio ósseo, elevam a sensação de bem estar e a auto-estima, dentre outros. Por isso, a deficiência deles, principalmente a deficiência estrogênica, provoca tantos sintomas indesejados.

As primeiras alterações comumente referidas são as alterações do ciclo menstrual, e geral com aumento do fluxo e volume de sangue, seguido por escassez e falhas menstruais. Também são usuais os fogachos ou ondas de calor, alteração do humor com irritabilidade e depressão, ressecamento vaginal e desconforto no ato sexual, redução da libido, flacidez da musculatura e alteração do padrão de distribuição de gorduras. Com exames, podemos verificar alteração do perfil lipídico com elevação dos níveis de colesterol, consequente aumento dos riscos de doenças cardiovasculares, além de maior risco de osteoporose.

Cada mulher responde a todas essas alterações de maneira particular, individual. Algumas não se queixam de qualquer mal-estar, enquanto outras sofrem bastante as manifestações da menopausa. Desta forma faz-se fundamental o acompanhamento médico rotineiro durante toda essa fase a fim de se detectar as possíveis alterações e realizar os tratamentos necessários, sempre objetivando uma ótima qualidade de vida. É importante entender e não temer a menopausa.
         

Fonte

Denise Gomes – Médica Ginecologista e Obstetra.
            

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