Carnaval longe da febre amarela

A vacina é a melhor proteção para quem pretende viajar para as áreas de risco da doença
               

A alegria da semana do Carnaval não combina com doença.  Por isso, quem vai aproveitar este período para viajar precisa ficar atento à febre amarela, cujas áreas de risco ocupam hoje 19 dos 27 estados da federação. Só  entre 1990 e  2010, a doença atingiu 587 pessoas, causando 259 mortes, conforme revelam os dados do Ministério da Saúde, que traz em seu portal  (www.saude.gov.br)  a lista dos municípios com recomendação para a vacinação.

“Muitos brasileiros pensam que a vacina de febre amarela é indicada apenas para quem viaja a certos países do Exterior, ignorando que hoje boa parte do nosso país está em área de risco”, afirma a Dra. Isabella Ballalai.

Mesmo estados altamente industrializados como São Paulo têm vastas áreas de transmissão da febre amarela. “Muitas pessoas não sabem que Marília, Buri e outras cidades da região Noroeste oferecem  risco para a doença”, esclarece a Dra. Mônica Levi.

No portal www.viagemcomsaude.com.br, o viajante pode ter mais informações sobre como prevenir-se contra  a febre amarela e outras doenças  através da vacinação ,  assim como evitar riscos à saúde na viagem e enfrentar problemas como jetlag, enjôos marítimos, falta de ar em montanhas. Criado pela Sanofi Pasteur, a divisão de vacinas do grupo Sanofi, o portal tem cerca de 900 ilustrações e mapas, fornecendo dados sobre 223 destinos nos cinco continentes, notícia,  links úteis.

Além dos postos de saúde, as pessoas que precisam se proteger contra a febre amarela podem recorrer à clínicas particulares de imunização, que são credenciadas pela Anvisa para administrar esta vacina.
          

Mosquitos são responsáveis pela transmissão

A febre amarela é causada por um vírus, do gênero flavivirus, transmitido por mosquitos. Uma pessoa não pode contaminar  outra. Na cidade, o mosquito transmissor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue. Nas áreas rurais, a transmissão ocorre por outros mosquitos. Animais, como os macacos,  são reservatório do vírus causador da doença.

De cada cem pessoas infectadas, apenas 15 têm os sintomas clássicos da doença. Deste total, metade morre, mesmo quando submetido a tratamento adequado. Nos primeiros dias, os sintomas da febre amarela se confundem com os da gripe: febre alta, mal-estar e dor de cabeça. Após três dias, há uma pequena melhora. No quarto dia, o doente apresenta pele e olhos amarelados, sangramento, fezes cor de “borra de café” e diminuição da urina.

Áreas de risco abrangem 19 estados brasileiros

A transmissão da febre amarela ocorre na África, na América Central e na América do Sul, incluindo o Brasil, onde as áreas de risco abrangem os estados do Norte e Centro-Oeste, partes do Nordeste (todo estado do Maranhão, Sudoeste do Piauí, Oeste e Extremo-Sul da Bahia), do Sudeste (todo estado de Minas Gerais e parte de São Paulo) e do Sul (Oeste dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

O  Brasil está livre da febre amarela urbana desde os anos 40 – os três últimos casos ocorreram em 1942 em Sena Madureira, no Acre. A transmissão da doença hoje ocorre em áreas rurais (principalmente, beiras de rios e córregos) e de grandes florestas.

No entanto, o Dr. José Geraldo Ribeiro afirma que mesmo quem viaja à zona urbana das áreas de risco deve se vacinar. “A 30 minutos de Belo Horizonte, já há regiões com potencial risco de transmissão da febre amarela. Quem chega à cidade de carro ou de ônibus, também se expõe nas paradas ao longo das rodovias”.  Pesqueiros, lagos e outras áreas de recreação próximas às cidades também podem oferecer risco de transmissão, como lembra a Dra. Mônica Levi.
               

Fontes

Isabella Ballalai – Médica da direção nacional da SBIm – Associação Brasileira de Imunizações.

José Geraldo Ribeiro – Professor de Medicina Preventiva da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Mônica Levi – Médica presidente da SBIm São Paulo.

            

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Informações para a imprensa

Nora Ferreira
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