No Carnaval, não brinque com a saúde

Conheça as vacinas que podem garantir um carnaval mais seguro para quem vai cair na folia
             

Sinônimo de festa, diversão e paquera, o Carnaval também é considerado uma época do ano preocupante para os especialistas em saúde, já que as pessoas, muitas vezes, acabam exagerando nas comemorações e deixando de tomar alguns cuidados fundamentais.

Além dos problemas com as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), também existem outras doenças que merecem atenção. É o caso das doenças de transmissão diretade pessoa a pessoa, transmitidas através do contato com secreções ou pela via respiratória, por exemplo, em locais como bailes de carnaval, micaretas, desfiles e festas que tenham aglomeração de pessoas. Ou até mesmo por meio do compartilhamento de utensílios como copos, talheres, escova de dente, maquiagem e toalhas.

A mononucleose (doença do beijo) e a herpes simples, por exemplo, podem ser transmitidas pela saliva. A tuberculose, rubéola, caxumba, sarampo, catapora e meningite meningocócica são transmitidas pela via respiratória estando associadas a ambientes de alta concentração de pessoas e pouca ventilação.

O alerta também vai para as hepatites A e B, está última é transmissível pelo sangue ou sexualmente, e o número de incidentes costuma crescer justamente durante o Carnaval; já a hepatite A é contraída principalmente através de alimentos mallavados e água contaminada.

Por isso, é importante manter a higiene e tomar cuidado com a ingestão de água e sucos, etc., cuja procedência seja desconhecida. Já a hepatite C é causada por um vírus transmitido principalmente pelo sangue contaminado, mas a infecção também pode ocorrer por relação sexual. Existem vacinas contra hepatite A e B. Não há vacina contra hepatite C.

“Durante o carnaval a mudança de rotina e os exageros contribuem para a baixa imunidade do organismo, facilitando o contágio e o desenvolvimento de doenças. A higiene é um dos pontos que mais chama a atenção, por isso, a dica de manter as mãos limpas é sempre válida. Muitas doenças podem ser adquiridas também por alimentos contaminados ou mal lavados, preste atenção onde fará suas refeições e principalmente na ingestão de gelos e bebidas”, orienta o Dr. Ricardo Cunha.

A orientação é procurar um médico para realização de exames e vacinas adequadas para cada caso. “Nunca se sabe o que pode acontecer durante o feriado, é extremamente importante estar com todas as vacinas em dia”, explica o médico. As indicações podem mudar de acordo com o período e local da viagem. As vacinas de febre amarela, tétano, hepatite A e B, HPV, influenza (gripe) e doença meningocócica são as mais recomendadas como forma de prevenção.

Vale lembrar que as indicações são determinadas exclusivamente para cada situação. A febre amarela, por exemplo, depende do destino da viagem, itinerário e duração da viagem. O ideal é procurar com antecedência um especialista e ter em mãos as informações básicas sobre a sua viagem. Atenção, esta orientação não é apenas para quem irá viajar para o exterior ou destinos considerados exóticos.
          

Fonte

Ricardo Cunha – Especialista em saúde pública e chefe do setor de vacinas do Exame Medicina Diagnóstica.
         

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Hulda Rode
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