Vigorexia – quando malhar pode ser prejudicial à saúde

Entenda o que é a Vigorexia e porque ela está invadindo as academias
            

Exercitar-se é um hábito saudável, mas que deve ser praticado com moderação, alerta Dr. Mohamad Barakat, nutrólogo e especialista em metabologia e fisiologia do exercício. “É comum observar pessoas que passam horas malhando em busca de corpos esculturais e perfeitos, porém é importante ficar atento aos sintomas de uma doença ainda desconhecida, a vigorexia”, ressalta o especialista.

Vigorexia ou Síndrome de Adônis (em referência ao deus grego de grande beleza física) é um distúrbio psicológico caracterizado pela dependência de atividade física. “Assim como na anorexia, o vigoréxico distorce a própria imagem. Mesmo quando já está forte e com físico bem definido, ainda se enxerga magro e fraco, sensação que apenas se ameniza após a prática exaustiva de exercícios”, explica Dr. Barakat.

O distúrbio afeta majoritariamente homens, entretanto, o número de casos de vigorexia em mulheres tem aumentado consideravelmente. Segundo Dr. Barakat, a população é constantemente bombardeada com referências sociais e culturais quanto ao corpo perfeito e, assim, não satisfeitos com os resultados dos exercícios e na fissura de conseguir melhores resultados, algumas pessoas recorrem ao uso de anabolizantes, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares, lesões hepáticas e disfunções hormonais que afetam diretamente o funcionamento do sistema reprodutor.

Diante deste cenário, Dr. Barakat reforça ser fundamental realizar qualquer tipo de exercício com acompanhamento de um profissional qualificado para que a pessoa atinja os objetivos sem comprometer a saúde. “Nós, profissionais temos papel fundamental na prevenção da vigorexia. Além de trabalhar o corpo, temos de estar atentos aos sinais psicológicos de nossos alunos.”
             

Consequências

Segundo Dr. Barakat, é essencial diagnosticar e tratar a vigorexia o quanto antes, pois as consequências da prática compulsiva de atividades físicas vão desde insônia, falta de apetite, irritabilidade, desinteresse sexual, fraqueza, cansaço constante e dificuldade de concentração até, em casos mais graves, problemas físicos e estéticos, como desproporção displásica, problemas ósseos e articulares devido aos pesos excessivos, falta de agilidade e encurtamento de músculos e tendões.
          

Fonte

Mohamed Barakat – Formado pela UNIFESP/EPM, especializou-se em Nutrologia, Metabologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) e Fisiologia do Exercício pela UNIFESP/EPM. É Master Ciências do Anti-envelhecimento pela UNIP/SP e Pós-graduado em Endocrinologia pela IPEMED.
           

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