TDAH não é uma doença inventada

Com base em pesquisa realizada com pais nos EUA entre 2003 e 2007 publicada pelo Morbidity and Mortality Weekly Report em 2010, o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é o distúrbio neurocomportamental mais comum da infância e frequentemente persiste na vida adulta.

Em 2003 a pesquisa estimou que 7,8% das crianças com idade entre 4 e 17 anos já tinham sido diagnosticadas com o transtorno. A mesma pesquisa revela que a prevalência nesta faixa etária aumentou 21,8% entre 2003 e 2007, saltando de 7,8% para 9,5%. Entre os adolescentes mais velhos, o aumento foi de 42%.

“As dúvidas sobre a existência da doença são reforçadas pela propagação de  informações incorretas obtidas de fontes não confiáveis, que deixam de lado as evidências científicas e a dedicação em longo prazo de especialistas e estudiosos, que visam melhorar a vida de pacientes e familiares”, explica o especialista Dr. Fábio Barbirato,

Segundo a ABDA (Associação Brasileira do Déficit de Atenção), a incidência mundial do TDAH é em média de 3 a 5% em crianças e é o distúrbio comportamental mais prevalente durante a infância².  Ainda segundo a Associação, em mais da metade dos casos, a doença acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos².

O diagnóstico do TDAH é clínico e é realizado exclusivamente por um médico especialista por meio de entrevista, observação e aplicação de questionário com 18 pontos que segue padrão adotado da DSM-IV-TR, considerando que testes neuropsicológicos são úteis para avaliar déficits específicos, mas não são suficientes para o diagnóstico.

O especialista completa: “Podem ser marcantes as consequências de quem sofre com o transtorno e não recebe o tratamento adequado. O portador de TDAH apresenta persistentes sintomas de hiperatividade/impulsividade e/ou desatenção. A criança tem dificuldade em manter o foco, especialmente em atividades que exijam raciocínio ou leitura, em concluir tarefas e atividades, em se organizar. Não consegue permanecer sentada, é inquieta e raramente aguarda a sua vez para falar. E não se trata de boa ou má educação. Estes sintomas frequentemente interferem no processo de aprendizagem e no relacionamento com amigos e com a família”, finaliza.
                 

Fonte

Fábio Barbirato  (CRM 5262970-7) – Chefe do Serviço de Psiquiatra Infanto-Juvenil, da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

         

Lista de referências:

1- CDC`s National Center for Health Statistics. Increasing Prevalence of Parent-Rerported Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder Among Children – United States, 2003 and 2007.  Morbidity and Mortality Weekly Repor, November 12,2010 – vol.59, nº 44: 1439-43.

2- Site da ABDA: http://www.tdah.org.br/ em 22/08/2011 às 15h40.

                 

Sobre a Shire

Especialista em biofarmácia e líder mundial no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), a Shire é uma empresa anglo-americana de presença global, dividida em duas unidades de negócios no Brasil: Specialty Pharmaceuticals e Human Genetic Therapies (HGT).  A atuação está concentrada nos tratamentos para o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, doenças gastrointestinais, renais e genéticas. É a 3ª maior indústria farmacêutica da Inglaterra e uma das biofarmacêuticas que mais crescem no mundo. “Somos inspirados pela vida, motivados pela coragem”.

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