Pesquisa aponta perfil de usuário de drogas nas comunidades virtuais

Encomendado pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês, levantamento revela as motivações para o início e para o fim do consumo de drogas entre jovens que navegam na Internet
             

A partir da análise criteriosa das comunidades virtuais, uma pesquisa feita para o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL) conseguiu acessar o universo que leva os jovens a procurarem na Internet informações sobre drogas. Da mesma forma, o levantamento, feito a partir de palavras-chaves como “maconha”, “cheiro”, “usuário” e outras, conseguiu identificar as comunidades relacionadas à busca pelo fim do vício.

A ideia da pesquisa nasceu de uma necessidade enfrentada no dia a dia, a partir da gestão que o Instituto faz de nove grupos de Estratégia de Saúde da Família (ESF) na região central de São Paulo, em áreas atendidas no centro da cidade de São Paulo, como bairros do Humaitá, da Bela Vista, do Cambuci e proximidades de Santa Cecília.

“Entender a forma como as pessoas estão se expressando com relação às drogas é importante para que possamos aprender a nos relacionar com elas”, destaca Dr. Sérgio Zanetta.

Na pesquisa, destacam-se vídeos no YouTube que mostram depoimentos de ex-viciados, apelos de pais por seus filhos em comunidades como Orkut e Facebook, bem como blogs mantidos por pessoas que buscam no relacionamento anônimo o apoio de que precisam para se manterem “limpos”.

Entre 6 e 8% da população necessita de atendimento regular devido aos transtornos causados pelas drogas e álcool, seja o usuário ou o co-dependente. Quem acolhe primeiramente essas pessoas são os serviços básicos, como o Programa Saúde da Família e as AMAs e UBSs.

Na opinião do Dr. Zanetta, para o agente de saúde se relacionar com as famílias atendidas e ajudá-las a enfrentar esse problema de saúde pública, é importante abastecê-lo de informações sobre as principais formas que levam os jovens a se iniciarem nas drogas. “De posse de toda essa informação, o agente pode, por exemplo, levar informação sobre reforço de laços de família, que ajudam a diminuir a busca pela drogadição”.
                     

ESF e a estratégia de abordagem

Hoje, a Estratégia de Saúde da Família pode oferecer uma abordagem correta e eficaz, por se tratar de um verdadeiro “exército em campo de batalha”, de acordo com o diretor do IRSSL. Entretanto, é preciso uma equipe bem formada e preparada para lidar com as questões das toxicodependências.

Segundo dr. Sérgio Zanetta, “encontrar formas de capacitar o profissional de ESF para lidar com essas populações ainda é um desafio, mas é a melhor arma que possuímos. A ESF já tem condições de reunir e informar hábitos da família relacionados ao tabagismo e etilismo. A posse dessas informações pode gerar políticas mais consistentes no futuro”.
                 

Fonte

Sérgio Zanetta – Médico sanitarista, superintendente executivo do Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL).
      

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