Os perigos da obesidade infantil

Pesquisas apontam que cerca de 15% das crianças sofrem de problemas de obesidade, e oito em cada dez adolescentes continuam obesos na fase adulta
             

Hambúrgueres, cachorro-quente, batata frita, refrigerantes e doces são inevitavelmente os alimentos preferidos de crianças e adolescentes. Uma combinação perigosa que tem elevado os índices de obesidade infantil no Brasil e expondo os pequenos a riscos de gente grande.

Baixa auto-estima, problemas ortopédicos, infecções respiratórias e de pele e até a possibilidade de se desenvolver uma cirrose hepática são alguns dos prejuízos que o excesso de peso pode causar.

Estudos mostram que uma criança obesa em idade pré-escolar tem 30% de chances de virar um adulto obeso. O risco sobe para 50% caso ela entre na adolescência gorda. “As células adiposas vão ficando cada vez mais recheadas de gordura até que estouram e se multiplicam”, explica a Dra. Liliane Oppermann. Reverter o quadro depende basicamente de uma coisa: reeducação alimentar.

Se para um adulto já é complicado seguir uma alimentação saudável – rica em vitaminas e fibras e pobre em gorduras saturadas – para uma criança a missão torna-se quase que impossível, certo? Errado.

“É possível sim aprender a comer bem em qualquer idade. Porém, no caso de uma criança obesa é necessário que toda a família se dedique. É importante que os jovens vejam os pais e irmãos se alimentando de forma parecida ou poderão se sentir excluídos. Os pais devem incentivar e também ingerir alimentos como verduras, frutas e legumes, servindo de exemplo para os filhos”, explica a médica nutróloga.

A especialista destaca a importância de se estabelecer horários para as refeições e reduzir o consumo de alimentos muito calóricos e pouco nutritivos, como salgadinhos industrializados, bolachas recheadas e lanches fast foods. “Vale lembrar também, que a restrição alimentar das crianças não é similar a dos adultos. Uma reeducação alimentar é mais adequada do que restringir completamente certos alimentos”.

Outra dica eficaz é fazer das refeições saudáveis um momento de diversão para a criança. “Aposte em pratos coloridos, que possua sabores e texturas diferentes. Inove. Crie personagens fictícios com os alimentos. Se necessário, dê nomes as verduras, legumes e frutas”, orienta.

Outros fatores como genética e sedentarismo podem contribuir para o aumento de peso do pequeno, entretanto uma alimentação saudável é capaz de minimizar o ganho elevado de peso.

Vale ressaltar que ingerir apenas frutas, legumes e vegetais não resolvem o problema. É necessário encontrar o equilíbrio da dieta.

A nutricionista recomenda que a criança consuma, pelo menos, um alimento de cada um dos três grupos abaixo, em cada refeição:

* Alimentos ReguladoresRicos em vitaminas, minerais e fibras, facilmente encontrado nas frutas, verduras e legumes.

* Alimentos Energéticos – São os responsáveis por fornecer energia ao organismo. Fontes de carboidratos, como: massas, cereais, batata, mandioca, farinhas, etc.

* Alimentos Construtores – Ajudam a construir a musculatura do corpo. Proteínas, cálcio e ferro, facilmente encontrados nas carnes em geral, leites e derivados, ovos e leguminosas, como soja, feijão e ervilha, etc.
         

Fonte

Liliane Oppermann – Médica Nutróloga e Ortomolecular.
www.doutoraliliane.com.br 
            

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