Exercícios físicos na gravidez – conheça os benefícios

Muitas mulheres ficam em dúvida se podem começar ou continuar praticando exercícios físicos durante a gravidez. Reunimos as principais dúvidas das gestantes e perguntamos ao prof. dr. Marco Antonio Borges Lopes. Confira!
           

1. Mulheres esportistas podem continuar fazendo suas atividades normalmente durante a gravidez?

Quando se pensa em prescrição da atividade física para gestantes, levamos em conta principalmente a segurança e a saúde da mulher e do feto. No caso da gestante atleta, temos outro ponto de suma importância: a preocupação da atleta em retornar ao seu condicionamento pré-conceptual e ainda ser competitiva. Para isso, é necessário manter um nível de treinamento durante a gestação que seja suficiente para ela retornar, sem comprometer a sua performance, e ao mesmo tempo manter uma gestação saudável e sem riscos para o bebê. Atualmente, há programas de treinamentos seguros, que devem ser adequados para cada atleta.
            

2. O que é importante levar em conta durante os exercícios?

Devemos levar em conta o efeito da gestação na habilidade competitiva e o efeito do treinamento vigoroso na gestação, particularmente no feto. As pesquisas mostram que o exercício vigoroso diminui o peso do recém-nascido. Um dos motivos pode ser o fato de atletas apresentarem, em geral, baixa porcentagem de gordura corporal, necessária para um bom rendimento no esporte. Isso pode ser um fator limitante para o crescimento fetal adequado, pois o ganho de peso materno abaixo dos valores recomendados (principalmente no terceiro trimestre) parece estar associado a ganhos de peso menores do bebê.

Recomenda-se, portanto, que a atleta que deseje manter sua rotina de treinamento tenha um acompanhamento nutricional contínuo, de forma a adequar sua ingestão calórica diária à prática do exercício e à gestação, proporcionando um ganho de peso adequado a fim de minimizar possíveis riscos fetais.

Outra grande preocupação relacionada ao exercício extenuante na gestação é o risco de estresse fetal que pode ocorrer durante e imediatamente após o exercício. O feto também pode correr risco com o aumento da temperatura corpórea da mãe, dependendo da intensidade do esforço. Por isso, é necessário monitorar continuamente a intensidade e os intervalos dos treinamentos.
             

3. O que a gestante pode fazer para evitar esses riscos?

Em linhas gerais, para evitar qualquer prejuízo fetal, a gestante atleta deve se hidratar constantemente e ter o seu treino intercalado com intervalos, evitando treinos extenuantes. Também deve ter monitorados seus parâmetros aeróbicos, metabólicos e a medida do colo uterino, e também parâmetros fetais, como crescimento e vitalidade fetal, com especial atenção ao volume do líquido amniótico.
             

4. Existe tempo de duração ou periodicidade mais indicados?

Recomendamos que gestantes saudáveis acumu­lem cerca de 30 minutos de atividade aeróbia moderada o maior número possível de dias na semana. Esse tempo de duração tem mostrado ser suficiente para aumentar o seu condicionamento físi­co de forma segura. Mulheres sem condicionamento físico prévio devem iniciar com 15 minutos de exercícios em dias alternados.

Atividades longas não são recomendadas em virtude da dificul­dade que o organismo da gestante enfrenta para manter a temperatura corpórea e para o balanço calórico-energético.
           

5. Quais os exercícios mais indicados?

Os exercícios mais indicados são atividades aeróbias, exercícios resistidos e atividades no meio aquático, tais como caminhadas, musculação, natação ou hidroginástica.
              

6. Quais exercícios devem ser evitados?

Atividades esportivas como basquete, vôlei, futebol, lutas mar­ciais ou outras que envolvam contato físico. Corrida intensa, esqui aquático, hipismo, mergulho com cilindro de oxigênio e ginástica de alto impacto também são perigosas.

A gestante também deve evitar exercitar-se na posição horizontal, com a barriga para cima, após o primeiro trimestre da gestação. Esta posição dificulta circulação sangue.
              

Fonte

Marco Antonio Borges Lopes – Membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e livre docente da clínica obstétrica da Faculdade de Medicina da USP.
           

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