Dengue – maior arma é a prevenção

Vigilância ainda é a única forma de evitar a doença; entretanto, vacina já está em fase de testes e promete chegar ao mercado em breve

A dengue se mostra atualmente como um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que entre 50 e 100 milhões de pessoas se infectem por ano em mais de 100 países de todos os continentes, exceto a Europa.

No Brasil, as condições ambientais favoráveis à proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, permitem a dispersão do vetor desde sua reintrodução em 1976 e o rápido avanço da doença. Conforme o dr. Marcelo Simão Ferreira, a proteção deve se concentrar na eliminação do vetor.

“Como ainda não temos uma forma eficaz de prevenção, cuidados individuais devem ser tomados – especialmente nas residências – em relação a qualquer local que reserve água parada, como pneus vazios e vasos de plantas. Qualquer reservatório é um local para a proliferação do mosquito em potencial”, alerta dr. Marcelo.

Segundo ele, estão sendo feitos estudos em todos os centros de pesquisa do mundo para a obtenção da vacina e acredita que, no Brasil, em um futuro próximo, ela será disponibilizada à população de áreas endêmicas tanto na rede pública quanto na rede privada de saúde. “São pesquisas minuciosas, que exigem tempo, mas esperamos que o resultado logo se torne realidade”.
               

Incidência

A incidência da dengue costuma ser maior em alguns locais do país. O sul é a região que registra menos casos da doença, devido talvez às baixas temperaturas, o que diminui a resistência do mosquito. Já no sudeste, norte e nordeste o índice de casos é alto, pois o vetor se prolifera bem mais em lugares quentes e com muitas chuvas.

Quanto a políticas públicas, dr. Marcelo alega que o governo tem feito sua parte. “Em todas as áreas em que a prevenção é difundida, podemos notar uma diminuição no número de casos. Um exemplo é em Uberlândia, minha cidade, em que as campanhas de precaução tiveram muita eficácia. Os infectados pela dengue na região eram milhares; atualmente, registramos em torno de 400/500 casos ao ano”.

Quando os devidos cuidados não foram adotados e o indivíduo é contaminado, procurar um médico capacitado, de preferência um infectologista, é o primeiro passo. “Atualmente existem sinais de alerta que indicam se o paciente evoluirá bem ou não, mas que de uma forma ou de outra receberá o tratamento adequado. Entretanto, deve-se investir primordialmente na prevenção, já que a maioria das transmissões ocorre dentro de casa”, ressalta dr. Marcelo.
                  

Números

A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde registrou um total de 721.546 casos de dengue no país, excluindo os descartados, até 1° de outubro de 2011. A comparação com o mesmo período em 2010 mostra uma redução de 24% no total de casos notificados.

A Região Sudeste tem o maior número de casos – 343.731 casos, 47,6%; seguida da Região Nordeste – 184.663 casos, 25,6%; Norte – 113.638 casos, 15,7%; Centro-Oeste – 44.552 casos, 6,2% e Sul – 34.962 casos, 4,8%.
       

Fonte

Marcelo Simão Ferreira – Presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
       

            

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