‘Beijo na boca’ também representa riscos à saúde

Além da sensação agradável de afeto que proporciona, o beijo tem vários outros benefícios à saúde – mas também pode acarretar riscos!
            

Beijar pode, por exemplo, ativar o sistema imunológico e induzir a produção de anticorpos, melhorando a imunidade. Pode ajudar a prevenir cáries e mau hálito, pois estimula a produção de saliva, que protege nossa boca. Além disso, pode contribuir para a diminuição do estresse, devido à liberação, durante o ato de beijar, de endorfinas, os chamados “hormônios da felicidade”.

E como se não bastasse, beijar “emagrece”: um beijo romântico rápido queima cerca de 3 calorias, enquanto beijar intensamente durante um minuto pode queimar cerca de 15 calorias.

Mas o doutor Arany Tunes também faz um alerta: feito de forma “irresponsável” e, digamos, sem os “mínimos cuidados”, beijar também pode trazer riscos à saúde. Por exemplo, são várias as doenças que podem ser transmitidas por um simples beijo: hepatite B (que pode evoluir para o câncer de fígado), herpes (aquelas bolhas que aparecem nos lábios e depois viram feridas próximas à boca), candidíase (conhecida popularmente como “sapinho”) e até tuberculose e mononucleose, sem falar da gripe.

“Segundo um estudo do British Medical Journal, beijar várias pessoas no mesmo dia aumenta em até quatro vezes o risco de contrair meningite”, resume o doutor Arany Tunes. Isso pode ocorrer porque apenas em uma única gota de saliva que se troca num beijo podem existir cerca de 2 bilhões de bactérias – inclusive bactérias que provocam a cárie.

É bom deixar claro que a AIDS geralmente não é transmitida pelo beijo. Somente pode ocorrer o contágio caso ocorra sangramento ou feridas bucais abertas. Esse risco é maior em portadores de piercing lingual, pois podem ocorrer sangramentos com mais facilidade.

“Apesar de milhões de bactérias serem trocadas durante o beijo, desde que os indivíduos estejam saudáveis, beijar é muito seguro! Senão estaríamos todos mortos”, brinca o doutor Arany Tunes. Cerca de 29 músculos faciais entram em ação durante o beijo, sendo que 17 são da língua. E o tato nos lábios é 200 vezes mais forte que nos dedos. Por isso, beijar é tão intenso.
                 

Veja a seguir algumas dicas para um “beijo saudável”

* Mantenha em dia a saúde da boca: sangramentos da gengiva, boca seca, gosto amargo pode ser o alerta de doenças. Nesses casos, o melhor a fazer é procurar um bom dentista;

* Mantenha uma boa higiene bucal, utilizando o fio dental e escovando bem os dentes após as refeições. Isso garante que você não passe resíduos alimentares para seu parceiro durante o beijo;

* Cuidado com o mau hálito: pessoas com esse problema ou dificilmente conseguem beijar ou evitam beijar as pessoas – ou então “castigam” o companheiro ou companheira;

* O cigarro é um grande “vilão” do beijo, pois, invariavelmente, quem beija um fumante sente um gosto desagradável. O melhor é mesmo parar de fumar;

* Herpes é uma doença muito comum e pode ser transmitida pelo beijo. Quem teve herpes bucal uma vez terá sempre. Quando você perceber que vai ficar com herpes (primeiro a pele fica “ardida” e depois saem umas bolhinhas), não beije ninguém até desaparecerem os sintomas;

* Enxaguantes bucais e sprays podem ajudar antes de um “encontro”. Mas evite os produtos com álcool. E caso você tenha algum problema (como o mau hálito, por exemplo) é melhor procurar um especialista do que ficar disfarçando o problema;

* Evite muitas balas e chicletes: eles podem provocar cáries e outros problemas bucais. Uma boca saudável não precisa disso. Basta cuidar da saúde bucal;

* Se você usa aparelho ortodôntico fixo, cuidado ao beijar: o aparelho tem arestas que podem ferir a gengiva do seu parceiro ou enroscar no aparelho dele (caso ele também use).
           

Entenda o mau hálito

Mais conhecido popularmente como “bafo” e cientificamente como “halitose”, o mau hálito é um problema de saúde pública mais frequente e mais grave do que se imagina, principalmente na terceira idade. Pesquisas recentes mostram que quase 70% das pessoas acima dos 65 anos têm o chamado “mau hálito”.

“A halitose não é uma doença, mas um importante ‘sinal’ que o nosso organismo emite para alertar que algo está errado. E esse ‘sinal’ deve ser investigado. O objetivo é descobrir a causa do mau hálito, que deve ser tratada, para eliminar assim todo o problema”, resumiu o doutor Arany Tunes.

E não são apenas os idosos que sofrem com o problema: estima-se que pelo menos 30% da população brasileira – cerca de 50 milhões de brasileiros – também tem mau hálito crônico. Trata-se de um sério problema de saúde pública, mas ainda cercado de mitos, crenças e desinformação.

O cirurgião-dentista Arany Tunes explica que o mau hálito pode ter até 60 causas diferentes.
            

As causas do mau hálito

Segundo Arany Tunes, problemas como prisão de ventre, queda na produção de saliva, além de doenças nas gengivas são algumas das causas mais frequentes de mau hálito. Mas o problema também pode ser causado por doenças mais graves, como a leucemia, diabetes, câncer de estômago e a sífilis.

Segundo o doutor Arany Tunes, há atualmente uma série de tratamentos que podem eliminar o problema.
          

Fonte

Arany Tunes – Formado pela UNESP, atende há mais de dez anos diariamente pacientes com mau hálito em clínicas de 11 cidades diferentes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal (São Paulo, Campinas, Indaiatuba, Sorocaba, Jundiaí, Piracicaba, Santos e São Bernardo do Campo, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília), sendo hoje um dos maiores estudiosos do tema.

Mais informações
www.aranytunes.com.br

 

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Assessoria de imprensa

Jornalista Alexandre Possendoro
(11) 5589-9748 / 9648-0008
possendoro@uol.com.br




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