Melhores soluções de 2011 para enxergar bem

Especialista aponta os tratamentos mais eficientes para quem tem problemas de visão
         

O ano de 2011 será lembrado não apenas por inovações tecnológicas na área de saúde ocular, mas por técnicas e tratamentos preventivos. De acordo como Dr. Renato Neves, uma das iniciativas mais antenadas foi o lançamento do eye2phone, aplicativo para iPhone e iPad. Disponível na App Store (iTunes) ao custo de R$0,99, o programa é indicado a oftalmologistas, clínicos e pacientes – facilitando o diagnóstico precoce de vários problemas de visão.

“Outro avanço muito expressivo foi a consolidação do RevitalVision. O ponto alto do programa que estimula a neuroadaptação é ensinar o cérebro a enxergar melhor sem cirurgia, sem óculos, sem medicamentos e sem riscos ou efeitos colaterais. Basta ter acesso a um computador e disciplina para realizar duas ou três sessões por semana, de cerca de 20 minutos cada uma. Além de ser ideal para quem passou dos 40 anos e sofre de presbiopia, também é interessante para quem passou por cirurgia de catarata, cirurgia a laser e por crianças com ambliopia (síndrome do olhinho preguiçoso)”, diz o médico.

Pessoas que têm médio e alto grau de miopia ou hipermetropia também foram favorecidas pela tecnologia das lentes implantáveis. Na opinião do oftalmologista, os óculos com lentes ‘fundo de garrafa’ costumam ser um grande incômodo para quem não enxerga nada sem eles. Nos Estados Unidos, um estudo publicado no jornal Archives of Ophthalmology analisou mais de 600 pessoas que implantaram lentes para correção de alta miopia e os resultados mostraram que 95% atingiram visão 20/40 após cinco anos, o que é considerada visão boa ou normal. “As lentes intraoculares fácicas são indicadas principalmente para pessoas que não podem ser submetidas à correção a laser por causa de uma mudança acentuada da curvatura. Também são um excelente recurso para o paciente que apresenta a córnea muito fina”.

Dr. Neves diz que outra vantagem da cirurgia intraocular é que as lentes implantáveis podem ser removidas a qualquer momento se o paciente esboçar qualquer tipo de reação adversa, enquanto a cirurgia a laser é definitiva.  “A acuidade visual é outro ganho notável, assim como o fato de ser um procedimento seguro e que atende às necessidades de quem tem mais de 10 graus de miopia ou espessura incompatível para a cirurgia a laser”.

Outra grande notícia da Saúde Ocular em 2011 foi uma nova tecnologia disponível para estabilizar o ceratocone, doença em que a córnea vai adquirindo formato cônico e irregular, resultando em visão distorcida. Trata-se do cross linking. Para o diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, essa alternativa é segura e tem resultado em importantes benefícios para os pacientes. No Brasil, uma em cada 20 mil pessoas sofre da doença. “O tratamento se resume à aplicação de uma vitamina chamada riboflavina (B2) na córnea que, exposta à luz ultravioleta a cada cinco minutos durante um total de 30 minutos, estimula novas ligações entre as moléculas de colágeno. A técnica não só endurece a parte anterior da córnea e estabiliza o ceratocone, como em alguns casos proporciona melhor visão. Mas o mais importante é que 100 artigos revisados de várias partes do mundo demonstraram que a efetividade do cross linking gira em torno de 93% – o que é uma grande notícia para quem teria de recorrer à cirurgia ou ao transplante de córnea para voltar a enxergar normalmente”.
          

Fonte

Renato Neves – Cirurgião-oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo.
www.eyecare.com.br
              

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Heloisa Paiva
Diretora de Jornalismo
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