Pneumologistas alertam para subdiagnóstico da DPOC

O 14º Congresso Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), realizado em São Paulo entre os dias 17 e 20 de novembro no Centro Fecomércio de Eventos, trouxe à tona alguns dados preocupantes para a saúde do país.

Um dos estudos apresentados no evento, DPOC: O Sub-Diagnóstico Persiste, de autoria de Flávio Ferlin Arbex, Regina Célia Tibana, Fernanda Datri Baccelli, Liana Pinheiro Santos, Fabiana Stanzani, Ilka Santoro e Sonia Maria Faresin, da Escola Paulista de Medicina (EPM) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), avaliou os números da incidência da DPOC em pessoas encaminhadas à EPM para avaliação pré-operatória, entre 2008 e 2011 e chegou a uma estarrecedora constatação: a doença é subdiagnósticada no país.

“Foram analisados 127 pacientes, dos quais 106 apresentavam sintomas respiratórios crônicos. No entanto, somente 15% deles tinham o diagnóstico prévio de DPOC”, informa o dr. Flávio Ferlin Arbex, residente do quarto em pneumologia da EPM, um dos autores do estudo.

Foram analisados idade, gênero, presença de sintomas respiratórios (tosse, expectoração, dispneia, etc), hábito e carga tabagista, diagnóstico prévio de DPOC, além de avaliados resultados de exames de função pulmonar e outros.

“Após análise retrospectiva dos pacientes encaminhados para o ambulatório pré-operatório da EPM observamos que em muitos deles os médicos não haviam pensado em DPOC, mesmo nos casos de suspeita de massa ou nódulo pulmonar”, revela o médico-residente.

Ainda de acordo com o dr. Flávio, essa falta de atenção à doença ocorre por dois motivos. Primeiro, porque o paciente tabagista não costuma buscar atendimento médico, pois acredita que a sua falta de fôlego e tosse são normais para a sua idade e consumo de cigarro. O segundo motivo está na falta de importância dada à espirometria – um exame de triagem fundamental.

“Ao final do estudo, a nossa avaliação triplicou o diagnóstico de DPOC, presente em 44,2% dos pacientes, e não em apenas nos 15% diagnosticados previamente”, aponta.

A espirometria deve ser indicada como exame de rotina para toda a população tabagista. A DPOC é uma doença séria e o seu subdiagnóstico é grande obstáculo à boa evolução do tratamento”.
                

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