Endometriose – como identificar e tratar

Cerca de 15% das mulheres em idade fértil desenvolve o distúrbio
                         

Estresse, sedentarismo e obesidade são os indicativos que contribuem para a maioria das doenças que acomete as mulheres no século 21, mas uma, em especial, tem tirado o sono das pacientes e dos médicos: a endometriose. No Brasil, estima-se que ela acomete quase seis milhões de mulheres e por isso é uma das doenças mais estudadas pelos ginecologistas.

 Para entender a origem da doença é necessário entender que o endométrio (a parte mais interna do útero) é o responsável por abrigar o óvulo fecundado. “O problema ocorre quando a mulher menstrua. Parte deste tecido de revestimento do útero, que deveria ser eliminado com a menstruação, volta através das trompas e cai dentro da cavidade pélvica, gerando a endometriose”, afirma Dr. Eduardo Schor.

Recentemente, com o aumento da incidência e da agressividade da doença, alguns poluentes ambientais vêm sendo implicados na origem da doença. Fatores genéticos provavelmente também estariam envolvidos, já que parentes de mulheres com endometriose tem sete vezes mais chance de ter a moléstia.

 Como o distúrbio está diretamente relacionado à menstruação, passou a ser conhecida como doença da mulher moderna. “É o perfil da mulher de hoje. O número de menstruações da mulher aumentou nos últimos tempos. A mulher, em décadas passadas tinha, em média 40 ciclos menstruais, já que engravidavam cedo e várias vezes, atualmente, com a postergação da maternidade tem cerca de 400. Logo, quanto mais ciclos menstruais, maior a chance de surgimento da endometriose”, afirmou Dr. Schor.

Os principais sintomas são a infertilidade, a cólica menstrual, dores durante as relações sexuais, alterações do intestino (como diarréia, intestino preso, sangramento anal) e problemas nas vias urinárias na época da menstruação.

A endometriose é uma doença progressiva. Em casos iniciais é possível curá-la, já em casos avançados é mais difícil. Existem tratamentos eficientes disponíveis nos consultórios médicos e que amenizam os sintomas das doenças. A maioria das pacientes vai acabar passando por uma videolaparoscopipa, um tipo de cirurgia minimamente invasiva.
              

 Endometriose gera infertilidade

 Um dos problemas mais temidos pelas mulheres é a infertilidade, uma vez que a maioria das pacientes demonstra dificuldade para engravidar. “Isso não significa que ela nunca poderá ter um filho, porém, ressalto que as alterações provocadas pela doença dificultam o processo de ovulação e fecundação. Isso se agrava devido a obstrução tubária e a liberação de substâncias inflamatórias, que afetam a qualidade do óvulo. Para tentar reverter a situação, usamos como alternativa medicação oral, inseminação intra-uterina ou ainda fertilização in vitro”, explicou o especialista.

Um método cirúrgico no tratamento da doença é a laparoscopia, onde os fragmentos da endometriose são destruídos por vaporização de alta frequência, coagulação a laser ou bisturi elétrico. No entanto, a eficácia dos tratamentos terapêuticos decorre de uma primeira cirurgia bem planejada. A repetição de cirurgias é desaconselhada, uma vez que aumenta a chance de surgimento de aderências no útero, tão prejudiciais quanto a própria doença.

O tratamento clínico em mulheres que não pretendem engravidar pode ser feito de maneira mais branda. “Nesses casos, fazermos o uso de anticoncepcionais orais ou injetáveis”, informou Dr. Eduardo Schor. O importante é agir o quanto antes, pois a doença se apresenta evolutiva.
                                  

Fonte

Eduardo Schor – Médico ginecologista, Professor Afiliado e Chefe do Setor de Endometriose da UNIFESP – Escola Paulista de Medicina.
www.endometriose.med.br
          

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