MMA – golpes em lutas podem causar neurotraumas

Atualmente, as artes marciais mistas (MMA, na sigla em inglês) destacam-se no esporte e tem fãs em todo mundo. A cada luta, milhares de pessoas comparecem às arenas para vislumbrar os intensos golpes trocados entre os atletas. No entanto, o público não tem conhecimento dos problemas neurológicos e sequelas que essa modalidade esportiva pode ocasionar.

Frequentes pancadas na região da cabeça podem gerar consequências agudas para o sistema nervoso central, como fraturas, contusões, hemorragias, dissecção carotídea ou trombose. Além disso, pode haver agravamento e desenvolvimento de situações crônicas como a demência pugilística – doença gerada por repetidos golpes –, que, em longo prazo, representa o efeito cumulativo de traumas cranioencefálicos repetidos (TCEs).

O traumatismo é uma lesão que ocorre no cérebro quando submetido a um impacto, situação comum em lutas. “Os repetitivos golpes na cabeça nas lutas podem causar sérios danos na região cerebral e diferentes neurotraumas. O nocaute, por exemplo, significa o desligamento de funções cerebrais”, explica o Dr. Miguel Giudicissi.

De acordo com o especialista, existem diversos tipos de sequelas, desde grandes hematomas intracerebral até pequenas lesões que desligam a conexão entre os neurônios. Além disso, dependendo da localização, os danos menores podem tornar-se mais graves.  “Uma pequena lesão axonal, isto é, o estiramento dos neurônios leva o paciente à inconsciência e pode colocá-lo em coma de forma irreversível”.
               
 
Danos à saúde pública

Segundo a SBN, aproximadamente R$ 9 bilhões são destinados anualmente ao atendimento de casos de trauma, o que representa quase um terço de tudo que é investido em saúde pública no País. Em 2005, o governo investiu em média R$ 300 por cidadão na saúde, sendo que cada vítima grave custou cerca de R$ 100 mil aos cofres públicos. Estima-se que ocorram 10 mil novos casos de lesão medular no Brasil por ano.

Em busca da conscientização em relação ao neurotrauma, a SBN desenvolveu o Projeto Pense Bem, que engloba apresentação de pesquisas e palestras, além de distribuição de folhetos com casos e depoimentos de vítimas. A ideia de criar a ação surgiu após a constatação de um alto índice de neurotrauma decorrente de diversos tipos de acidentes no dia a dia, como soltar pipas em lages das casas, subir em árvore sem verificar a segurança dos galhos, pular em rios, lagos, piscinas e mar sem verificar a profundidade, sentar na cadeira inclinada sobre duas pernas, subir escada sem corrimão, colisões no trânsito e outras situações semelhantes. A campanha oferece dicas de como praticar estas atividades sem correr riscos.
                          

Fonte

Miguel Giudicissi – Médico neurocirurgião, membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN).
                

                   
 
Sobre a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN)

A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) é uma organização não governamental formada há 53 anos por médicos que exercem a especialidade de Neurocirurgia no Brasil. Atualmente, a SBN é considerada a terceira maior organização do mundo na especialidade, conta com aproximadamente 2.000 sócios e tem 19 membros em sua diretoria, de diferentes regiões do País. Hoje, o presidente da SBN é o Dr. José Marcus Rotta e a vice-presidência é ocupada pelo Dr. Benedicto Oscar Colli.

O principal objetivo da SBN é defender os interesses do especialista em Neurocirurgia e gerar uma fonte de informações sobre casos, pesquisas, avanços tecnológicos, entre outros assuntos relacionados à especialidade. A SBN também nasceu da necessidade de fornecer informações de qualidade para o público leigo, estudantes e profissionais do segmento sobre a neurocirurgia e suas relações com o corpo humano.

A SBN mantém o Projeto Pense Bem, com o objetivo de conscientizar a população, por meio de divulgação de pesquisas, realização de palestras e apresentações de casos e depoimentos de vítimas, a pensar nas suas atitudes antes de executá-las, para prevenir acidentes além de evitar traumas e seqüelas, principalmente no cérebro e na medula.

Para tornar-se seguidor da SBN no Twitter, acesse: www.twitter.com/@sbneurocirurgia.
                          

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PLANIN Worldcom – Assessoria de Imprensa da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia – SBN
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