Câncer linfático – conheça mais sobre a doença que atinge milhões de pessoas

O câncer linfático se tornou discussão diária entre a população brasileira após o ator Reynaldo Gianecchini ser diagnosticado com a doença. Dúvidas diversas e interesse em informações sobre o que é, como diagnosticar e os tratamentos disponíveis para esse tipo de câncer surgem a cada momento.

De acordo com o Dr. Henrique de Lins e Horta, o termo linfoma se refere a um grupo heterogêneo de neoplasias (cânceres), com características clínicas e biológicas distintas, que têm, em comum, o fato de se originarem dos órgãos linfáticos. O sistema linfático é formado de estruturas que se distribuem por todo o corpo e está relacionado com a defesa do organismo contra infecções. No caso do linfoma, geralmente ocorre de uma célula branca do sistema imunológico se tornar anormal e passar a se multiplicar de forma descontrolada, podendo espalhar por diferentes partes do corpo.

São vários os tipos de linfomas sendo historicamente divididos em duas categorias distintas: linfomas de Hodgkin e linfomas não-Hodgkin.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que o número de novos casos Linfoma de Hodgkin tem permanecido estável, enquanto que a mortalidade pela doença, desde os anos 70, foi reduzida em mais de 60%, devido principalmente aos avanços no tratamento da doença.

Já em relação ao Linfoma não-Hodgkin, o número de casos duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos.

Dr. Henrique afirma que a incidência de cada tipo de linfoma varia de acordo com a região e com a faixa etária. “No geral, os linfomas não-Hodgkin são os mais comuns. Dentre os vários subtipos de linfoma não-Hodgkin do adulto os mais prevalentes são o Linfoma Difuso de Grandes Células e o Linfoma Folicular. Já no caso do Linfoma de Hodgkin, os subtipos mais comuns são o Linfoma de Hodgkin clássico, esclerose nodular ou celularidade mista, também variando de acordo com a localização geográfica”.

Ainda segundo Dr. Henrique, com o avanço no conhecimento da doença e refinamento das técnicas de exames laboratoriais e de biologia molecular, atualmente se pode dividir os linfomas em vários subtipos. No caso do Linfoma de Hodgkin existem cinco subtipos. Já o Linfoma não-Hodgkin, existem mais de vinte subtipos diferentes. Suas características variam de acordo com cada subtipo específico. “Alguns linfomas tem um crescimento mais lento enquanto que outros podem ter um crescimento muito rápido. Alguns linfomas, quando progridem, atingem primeiro a cadeia linfática adjacente (geralmente nos casos de linfomas de Hodgkin). Já nos linfomas não-Hodgkin isto pode não ocorrer”, relata.

A faixa etária das pessoas atingidas pela doença também varia. No caso do Linfoma de Hodgkin podem ser observados dois picos de incidência: um nos adultos jovens (aproximadamente aos 20 anos de idade) e outro em uma idade mais avançada (próximo dos 65 anos de idade). Já no caso do Linfoma não-Hodgkin, no geral, observa-se um aumento da incidência com o avançar da idade, sendo mais comum por volta dos 60 anos de idade.

Os sintomas deste tipo de câncer são comuns a outros tipos de doenças, por isso é preciso muita atenção aos detalhes. Geralmente a primeira manifestação do linfoma é o aumento progressivo de um linfonodo (também conhecido como gânglio ou “íngua”). Este linfonodo pode ser sentido sob a pele e mais comumente não é dolorido. A pessoa também pode apresentar febre, perda de peso não intencional e sudorese noturna intensa (a ponto de molhar o lençol). Dr. Horta afirma que todos estes sintomas podem ser causados por outras condições que não o linfoma. No entanto, caso apresente esta sintomatologia, é importante informar para o seu médico. Caso haja a suspeita da doença, o médico poderá solicitar alguns exames para o diagnóstico, como a biópsia do linfonodo, biópsia da medula óssea ou biópsia de algum outro órgão em que foi constatada alguma alteração. O material retirado na biópsia posteriormente será avaliado no microscópio. Poderão ser solicitados também exames de imagem e exames de sangue.

Caso o resultado seja positivo, nada de entrar em pânico! Atualmente existem vários tratamentos avançados para o combate ao câncer. “Para o tratamento dos linfomas podem ser empregados quimioterapia, radioterapia, anticorpos monoclonais e em alguns casos, transplante de medula óssea. O esquema de tratamento pode variar principalmente de acordo com o subtipo específico do linfoma, da extensão da doença e das características clínicas do paciente”, conclui Dr. Horta.    Se você tiver interesse em repercutir esse assunto, bem como tirar todas as dúvidas sobre o câncer linfático, temos médicos oncologistas à disposição para entrevistas.
                   

Fonte

Henrique de Lins e Horta – Médico oncologista da Oncomed Belo Horizonte.

                      

Serviço

Oncomed – Centro de Prevenção e Tratamento de Doenças Neoplásicas

Funcionamento: segunda à sexta-feira, de 8h às 20h
Telefone: 31 3299 1300
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Juliana Morato
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