40º Congresso Global de Ginecologia Minimamente Invasiva

De 6 a 10 de novembro, aconteceu o 40º Congresso Global de Ginecologia Minimamente Invasiva, na Flórida, Estados Unidos. Entre as diversas novidades trazidas por especialistas do mundo inteiro, dois vídeos chamaram a atenção dos participantes.

O primeiro deles abordava a prevenção de complicações neurológicas em cirurgias radicais de endometriose.

“Neste vídeo, descrevemos a técnica de ressecção de endometriose infiltrativa nas raízes sacrais”, explica o dr. Nucélio Lemos, um dos autores do trabalho.

O outro vídeo aborda os limites da dissecção na pelve para se evitar lesão de nervos. “Mesmo nas mãos dos profissionais mais qualificados, o tratamento cirúrgico da endometriose profunda pode lesar os nervos da bexiga e do reto em 5% a 15% dos casos, causando retenção urinária e fecal. Utilizando a técnica LANN (do inglês Laparoscopic Neuronavigation), conseguimos reduzir o risco destas complicações para menos de 1%. Esta técnica, porém, requer um treinamento extensivo e equipamento cirúrgico avançado. Neste vídeo, descrevemos o limite da dissecção segura, para profissionais que não dispõem de equipamento ou qualificação para a ressecção completa da endometriose infiltrativa. Basicamente, delimitamos até onde é possível dissecar com segurança quando a exposição dos nervos não é possível”.
                         

Neuropelveologia

O grande interesse dos participantes pelos temas demonstra a grande evolução já verificada em todo o mundo da neuropelveologia, uma nova área da medicina que vem se desenvolvendo rapidamente inclusive no Brasil.Esta nova área vem oferecendo uma série de diagnósticos e tratamentos antes impossíveis pelos riscos e dificuldade de acesso e visualização a determinados nervos pelas vias de acesso tradicionalmente utilizadas pela neurocirurgia e ortopedia.

A neuropelveologia foi idealizada pelo ginecologista francês, radicado na Suíça, dr. Marc Possover, que passou a ter um cuidado especial com os nervos que cruzam a pelve, preservando-os em cirurgias radicais ginecológicas. Estes nervos eram comumente lesados, principalmente em cirurgias para tratamento de câncer do colo de útero ou de alguns casos de endometriose.

No Brasil, a neuropelveologia vem sendo disseminada pelo dr. Nucélio Lemos, o primeiro cirurgião qualificado pelo prof. Marc Possover em cirurgia laparoscópica neurofuncional. Hoje, ele coordena o Setor de Neurodisfunções Pélvicas do Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP.
               

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