Estudos internacionais apontam caminhos para a redução na incidência de câncer colorretal

O câncer colorretal é uma doença maligna que afeta o intestino grosso e o reto, podendo, de acordo com o grau de agressividade da doença, comprometer outros órgãos. Trata-se do quarto tipo de câncer mais frequente. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), existem cerca de 28.110 novos casos por ano, sendo 13.310 em homens e 14.800 em mulheres. A taxa de mortalidade do câncer colorretal é de 50% e a estimativa de sobrevida média do paciente é de cinco anos.

O estudo Fase III CORRECT, conduzido pela Bayer, randomizou pacientes com câncer colorretal metástico que progrediram após a terapia-padrão para receberem o tratamento com regorafenibe ou placebo, com o objetivo de avaliar a eficácia e segurança deste novo medicamento. Regorafenibe, que faz parte do pipeline da Bayer HealthCare Pharmaceuticals, está sendo investigado para combater dois tipos de tumores: câncer colorretal e GIST. O medicamento recebeu a denominação “fast track” por parte da Food and Drug Administration (FDA), por conta dos resultados positivos.  O “fast track” é um processo destinado a facilitar o desenvolvimento e acelerar a revisão de medicamentos para tratar doenças graves e sem opção de tratamento nos Estados Unidos.

No estudo, os pacientes receberam regorafenibe na dose de 160mg ou placebo uma vez ao dia durante três semanas, seguido de uma semana de “descanso”, completando ciclos de 4 semanas de tratamento. Em recente análise interina, foi constatado aumento significativo na sobrevida global dos pacientes, que era objetivo primário do estudo. Os objetivos secundários foram a sobrevida livre de progressão da doença, a taxa de respostas do tumor ao medicamento e incidência de controle da doença.

Já uma pesquisa internacional publicada no periódico científico The Lancet mostra que o uso contínuo do ácido acetilsalicílico, princípio ativo da Aspirina, pode diminuir a incidência da forma hereditária de câncer colorretal, também chamada de Síndrome de Lynch. Entre os participantes do estudo que receberam as doses do medicamento, a incidência da doença foi 63% menor do que entre os participantes que não tomaram o remédio. O estudo teve duração de 10 anos. Os pacientes foram randomizados para tomar 600 mg de ácido acetilsalicílico por dia por cerca de 25 meses consecutivos.

“Os achados desse levantamento são muito relevantes a medida em que apontam uma possibilidade de sobrevida de câncer por meio do uso do medicamento”, afirma o Dr. Jairo Lins Borges, médico cardiologista do Instituto Dante Pazzanese. O médico explica que, assim como as doenças ateroscleróticas – que causam a obstrução de vasos e veias –, o câncer também está relacionado a reações inflamatórias que podem levar ao crescimento desordenado das células. “Talvez também por esse motivo, o uso contínuo de baixas doses do ácido acetilsalicílico, que tem propriedade antiinflamatória, possa ter diminuído os riscos de câncer nos pacientes que participaram do estudo”, comenta o cardiologista.
                 

Sobre o estudo publicado no The Lancet

O estudo foi publicado no jornal The Lancet no mês de outubro de 2011. Ao todo, a pesquisa teve a duração de uma década e foi desenvolvida por cientistas e médicos de 43 centros em 16 países, que acompanharam cerca de 1.000 pacientes. O estudo teve foco nas pessoas com Síndrome de Lynch, câncer de colorretal hereditário, e relatou que aqueles que haviam tomado uma dose regular de ácido acetilsalicílico apresentaram risco de desenvolver a doença 59% menor em comparação com os pacientes que não estavam ingerindo a medicação. A incidência do câncer colorretal nos pacientes tratados com o medicamento foi reduzida em 63%.
                              

Fonte

Bayer HealthCare Pharmaceuticals
                   

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