Corrimento – O que é? Como tratar?

Secreção vaginal não é a mesma coisa que corrimento, mas muitas pessoas confundem!

A secreção vaginal é incolor, não possui cheiro, não causa coceira e pode mudar de consistência no decorrer do mês. Ela tem um papel muito importante para as mulheres: ajuda na proteção contra doenças infecciosas, permite a migração dos espermatozoides até o colo uterino e mantém a lubrificação vaginal.

Já o corrimento é uma patologia vaginal; pode ou não apresentar cheiro desagradável, possui cor branca ou amarelada e geralmente causa coceira na parte externa da vagina. O corrimento pode ser causado por bactérias, fungos e ainda por protozoários.

“Na infância, são comuns as vulvovaginites causadas por higiene inadequada. Além de orientar as meninas a lavar e secar bam a vagina durante o banho, devemos ensinar a maneira correta de realizar a higiene após a evacuação, que sempre deve ser feita sempre de frente para trás, evitando o contato de fezes com a vagina”, afirma a Dra. Denise Gomes.

O diagnóstico do corrimento é feito através da história clínica da paciente, exame ginecológico e eventualmente exames complementares. As características do corrimento ajudam muito na identificação do agente causal, por isso uma visita ao ginecologista é muito importante para solucionar o problema.

O tratamento pode ser feito através de medicações em dose única ou de cinco a sete dias, isso sob forma de comprimidos, asseios ou cremes vaginais. Em alguns casos trata-se também o parceiro sexual.
                   

Para evitar o corrimento, segue as dicas da ginecologista:

1. Use roupas que não comprimam a região genital. As calças devem ser mais largas, de tecidos leves e não sintéticos;

2. Roupas íntimas devem ser lavadas com sabão de côco ou sabão neutro. O uso de amaciantes e água sanitária não são recomendados, pois esses produtos aderem à fibra do tecido e podem levar ao desenvolvimento de vaginites químicas;

3. Dê preferência para o uso de calcinhas de algodão. Evite tecidos sintéticos como lycra ou nylon. Uma boa opção é aproveitar o período noturno para deixar a pele da região genital respirar, para isso a mulher pode dormir sem calcinha;

4. Para a higiene íntima use sabonete neutro ou produtos apropriados para a higiene da região genital. Evite os sabonetes comuns e os que contêm cremes hidratantes ou corantes;

5. Duchas vaginais podem retirar a proteção natural da vagina, favorecendo o crescimento de fungos ou bactérias, por isso não são recomendadas;

6. Seque a roupa íntima em locais secos e arejados, de preferência expostas ao sol. E passe com ferro as calcinhas antes do uso;

7. Para depilação da região genital deve sempre ser usada cêra descartável e observar as condições de higiene do local que oferece o serviço;

8. Durante a menstruação, troque o absorvente quantas vezes forem necessárias, dependendo do fluxo e com um mínimo de três vezes ao dia.
              

Fonte

Denise Gomes – Médica ginecologista e obstetra.
www.plenaclinica.com.br
                            

*****
                             

Sacha Silveira Assessoria de Imprensa
MTB – 51.948
Tel – (11) 2626-9219/2532 7887/8949 3747
Endereço – Rua Pelotas, 349, Vila Mariana, São Paulo-SP
E-mail – sachasilveira@globomail.com




Se você gostou deste artigo, deixe um comentário abaixo e considere
cadastrar nosso RSS, para ser notificado nas próximas atualizações do blog.

Comentários

Nenhum comentário.

Os comentários estão encerrados.