Os filhos veem, os filhos imitam

Filhos de pais fumantes têm mais chance de adquirirem a dependência à nicotina
Orientação e diálogo são os aliados no combate ao tabagismo
                 

De acordo com o Ministério da Saúde1, o tabagismo está em declínio no país. Apesar disso, a experimentação do cigarro por adolescentes – e até mesmo por crianças – ainda continua. “De todos os atores familiares e ciclos de relacionamento da criança e do adolescente, os pais são os que mais influenciam os filhos a se tornarem – ou não – fumantes”, informa o Dr. Sérgio Ricardo Santos. Segundo ele, as chances dos filhos de pais fumantes adquirirem o mesmo hábito são grandes. “Geralmente, eles se espelham no comportamento dos pais. Dados comprovam que 90% dos fumantes começaram antes dos 18 anos”.

A pré-adolescência e a adolescência são fases nas quais o indivíduo se encontra muito suscetível às influências vindas dos pais, de parentes próximos e dos amigos. No caso do cigarro, uma primeira etapa é marcada pela observação e imitação de comportamentos e, em seguida, vem a etapa de teste e iniciação – que é quando começa o consumo regular em festas, eventos sociais e em situações onde a ansiedade e o estresse estão presentes (véspera de provas, por exemplo). “Em geral, o brasileiro inicia-se no tabagismo por volta dos 14 anos”.

No caso das crianças filhas de pais fumantes, além dos conhecidos cenários (mães que não param de fumar durante a gestação e exposição ao fumo passivo), é possível encontrar indivíduos com menos de 12 anos que são fumantes regulares. “É comum tomarmos conhecimento de casos de crianças dependentes de nicotina. Geralmente são relatos vindos de diversas partes do Brasil e do mundo onde o nível de educação é baixo. Daí a necessidade de reforçarmos ainda mais a conscientização da população com relação aos graves problemas de saúde que essas crianças e adolescentes podem vir a ter devido aos efeitos nocivos do cigarro, que comprometem a capacidade de aprendizado, a maturação do aparelho respiratório e a resposta imunológica a agressores infecciosos, por exemplo”.

De acordo com o Dr. Santos, uma parcela significativa da população de fumantes no mundo possui menos de 18 anos. “Aproximadamente 15% da população geral é fumante e pesquisas realizadas em escolas estimam que 5% a 10% dos jovens são dependentes da nicotina”. As razões para essa amostra são divididas entre grupos populacionais. Apesar de muitos apresentarem queda do número de fumantes, um dos grupos mais resistentes é o das meninas que mantêm o hábito por medo de engordarem.

Cigarros aromatizantes e flavorizantes e o narguilé também são atraentes para o jovem por serem menos irritantes às mucosas respiratórias. “Muitos países estão conseguindo proibir a comercialização dos cigarros com sabor. No Brasil, estamos começando a avançar”. No caso do narguilé, devido à lei que proíbe o fumo em locais fechados, os jovens têm consumido dentro de casa e os pais costumam não considerá-lo lesivo à saúde. “Mas é um produto que pode provocar muitos malefícios, pois, com um cigarro, o indivíduo inala cerca de ½ litro de fumaça. Já uma sessão de narguilé, que dura cerca de 40 minutos, são inalados de 10 a 15 litros”.

Orientação e diálogo são fortes aliados na cessação do tabagismo, principalmente quando o hábito está no início. “Os jovens têm mais facilidade em parar de fumar do que os adultos, pois podem não ter desenvolvido a dependência ainda”. Mas para os filhos que relutam em não abandonar o vício, não adianta apenas obriga-los a ir ao médico. Eles precisam desejar parar de fumar.

Outro ponto a ser debatido com os filhos é a árdua luta dos fumantes em acabar com a dependência. Em muitos casos, os pacientes precisam passar por tratamentos completos que envolvem intervenções comportamentais e terapias farmacológicas. Dentro desta segunda opção de tratamento, inclui-se o Champix (vareniclina), desenvolvido especificamente para ajudar o paciente a parar de fumar. De qualquer forma, o importante é buscar orientação e acompanhamento médico. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que fumantes que tentam parar de fumar sem ajuda médica têm uma menor chance de sucesso (média de 5%). E mesmo entre os que conseguem largar o cigarro, apenas de 0,5% a 5% mantêm a abstinência por um ano sem apoio especializado.

Para os pais fumantes que não desejam que os filhos trilhem o mesmo caminho, o primeiro passo é que parem de fumar. “Filhos veem os pais como heróis e o exemplo está sendo dado. É preciso construir conjuntamente uma estratégia para que pais e filhos abandonem o tabagismo. Daí a necessidade do diálogo, ressaltando todos os riscos à saúde que o fumo acarreta”, recomenda Dr. Santos.

1. Pesquisa Vigitel Brasil 2010, sobre indicadores de saúde do brasileiro.
               

Fonte

Sérgio Ricardo Santos – Médico pneumologista e coordenador do Núcleo de Apoio à Prevenção e Cessação do Tabagismo da Unifesp (PrevFumo) e da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.
                
                    
               

Pfizer

Fundada em 1849, a Pfizer é uma das mais completas e diversificadas companhias do setor farmacêutico. Presente em mais de 150 países, a empresa está no Brasil desde 1952. Melhorar a saúde e proporcionar bem-estar fazem parte da missão da Pfizer ao descobrir, desenvolver, fabricar e comercializar medicamentos de prescrição, genéricos e de consumo para Saúde Humana e Animal. A companhia oferece opções terapêuticas para uma variedade de doenças em todas as etapas da vida, com um portfólio que engloba desde vitaminas para gestantes e vacinas para bebês, até medicamentos para doenças complexas, como dor, câncer, tabagismo, infecções e doença de Alzheimer. A Pfizer também mantém e acompanha projetos sociais voltados para educação, saúde e sustentabilidade no país.
                           

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Thais Coimbra
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