Tuberculose – quando venceremos esta batalha?

Incidência no Brasil ainda é grande, deixando-nos em 18º lugar no ranking mundial Responsável por cerca de 4.500 óbitos por ano no Brasil, a tuberculose ainda é uma doença pouco conhecida da população. Seu principal sintoma, a tosse, passa despercebido pelos pacientes por muito tempo, atrasando o diagnóstico e também o início do tratamento. “As pessoas não entendem a tosse como alerta de algo que está errado e não procuram os serviços de saúde para orientação e diagnóstico”, explica a dra. Luciene Franza Degering.

A doença é causada pelo bacilo de Koch, nome dado em homenagem a Robert Koch, médico alemão que identificou a bactéria. Transmitida pelo ar, a tuberculose passa de uma pessoa a outra quando o doente tosse, espirra ou fala, e acaba eliminando o bacilo. O órgão mais atingido é o pulmão, porém outros como pele, rins, cérebro etc. também podem ser afetados.
       

Tratamento

O tratamento é de seis meses e está disponível gratuitamente na rede pública. Este tempo prolongado de duração do tratamento é um dos fatores de abandono do tratamento.

“Somente o cumprimento do tratamento da maneira correta é que promoverá a cura do doente. Se houver falhas, ou a interrupção antes do prazo determinado, podem surgir de cepas de bacilos resistentes”, alerta a médica.

Para garantir que o paciente cumpra-o até o fim o tratamento, existe no Brasil o chamado Tratamento Supervisionado, no qual o indivíduo recebe subsídios, como lanche e vale-transporte, para incentivá-lo a comparecer diariamente na unidade de saúde com a finalidade de receber os medicamentos. Algumas regiões também disponibilizam o tratamento monitorado por um agente comunitário de saúde, que vai à casa ou ao trabalho do paciente.

“O abandono é muito comum, pois os sintomas desaparecem rapidamente, logo nos primeiros meses de tratamento, fazendo com que o paciente pense que está curado. É aí que surgem as complicações. Por isso, o tratamento supervisionado é tão importante, pois dá o apoio necessário ao doente até a sua cura.

”De acordo com a dra. Luciene, as políticas de saúde existentes hoje no país são os principais responsáveis pela redução no número de casos e de mortes por tuberculose. “São investimentos não apenas para tratamento da doença, mas também para treinamento e maior oferta de informação para os profissionais de saúde para a população”, complementa.

Atualmente, o tratamento é formado por quatro antibióticos nos dois primeiros meses, que é a chamada fase de ataque, e outras duas drogas do terceiro ao final do sexto mês, a fase de manutenção. “Essas medicações são formuladas em um comprimido único, para que os medicamentos não sejam ingeridos de maneira inadequada. A quantidade de comprimidos depende do peso do paciente e pode variar de 1 a 4 ao dia, sempre em dose única, até o final do sexto mês”.
             

Fonte

Luciene Franza Degering – Médica pneumologista, presidente da subcomissão de Tuberculose da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
                      

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