O fim da Guerra da maconha

A guerra contra as drogas foi uma invenção dos políticos para ganhar votos a custa do medo que as pessoas justificadamente têm das drogas. O problema é que a repressão ultra-radical simplesmente não funciona. Quanto mais dura a proibição, mais gente usa drogas – e mais perigosas as drogas ficam. Por causa da guerra contra as drogas, hoje há crianças fumando crack nas ruas de praticamente todas as cidades brasileiras.

No livro O fim da Guerra, o jornalista Denis Russo Burgierman apresenta dados atualizados e novas teorias econômicas que demonstram para além de qualquer dúvida o fracasso de nosso atual sistema. Mas o livro não é apenas o relato de um problema. Seu objetivo central é apontar soluções.

Para isso, Denis viajou o mundo em busca de experiências que iluminem o futuro. Na Holanda, o autor constatou o sucesso de uma abordagem voltada a reduzir os danos causados pelas drogas, em vez da utopia autoritária de tentar erradicá-las. Mas o sistema holandês é um sistema antigo, dos anos 1970, largamente ultrapassado. Muito mais moderna é a abordagem portuguesa, que em apenas dez anos transformou as drogas, que eram o maior problema do país, num tema sob controle.

No mundo todo, assim como no Brasil, há políticos mais interessados em assustar as pessoas para ganhar votos do que em zelar pelo interesse público. Por isso, no geral, os governos evitam lidar com o tema das drogas, com medo de uma reação negativa do eleitorado. Denis visitou a Califórnia e a Espanha, dois países onde o sistema para lidar com a maconha foi transformado pela população, à revelia do sistema político. Na Califórnia, doentes crônicos conquistaram nas urnas o direito de ter acesso a um medicamento comprovadamente eficiente: a maconha. Na Espanha, usuários recreativos ganharam na justiça o direito de cultivar canábis em grande escala sem fins lucrativos. O livro também explora o Marrocos, o último país do mundo a ingressar na guerra contra as drogas.

“O Fim da Guerra” defende a tese de que a droga ilícita mais importante é a maconha, porque é a mais utilizada. Nossa covardia de lidar com essa droga é o que está empurrando nossas crianças para substâncias muito mais perigosas, como o crack.

Apesar do tema pesado, “O Fim da Guerra” é uma leitura prazerosa, que flui como um romance. O livro é um “road book” que tem como pano de fundo um dos temas centrais do mundo. O modo como nossa sociedade lida com as drogas é um assunto que interessa a todos, porque afeta todos – usuários ou não.

Ficha Técnica

Título: O fim da Guerra

Autor: Denis Russo Burgierman
Formato:14 x 21 cm
Páginas:288
Preço:R$ 29,90

Sobre o autor

Denis Russo Burgierman, 38 anos, é jornalista e foi diretor de redação da revista Superinteressante. Já escreveu várias reportagens sobre política de drogas, além do livro “Maconha”, lançado em 2002 pela Editora Abril, como parte da Coleção Para Saber Mais. Escreveu também “Piratas no Fim do Mundo”, de 2003, que relata sua experiência a bordo de um barco cheio de ativistas que foi para a Antártica com o objetivo de afundar baleeiros japoneses. Foi colunista da revista Vida Simples e da veja.com, escrevendo sobre sustentabilidade, inovação e transformação. Entre 2007 e 2008, foi pesquisador visitante na Universidade Stanford, na Califórnia, como parte do programa Knight Fellowship. Foi palestrante na conferência TED x São Paulo, em 2009, e coordenou a curadoria do TED x Amazônia, em 2010. Atualmente é um dos diretores da Webcitizen, uma empresa que constrói plataformas de engajamento cívico.

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Andrea Jocys / Regina BuffoloImprensa
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