Descubra como eliminar os queloides

Se você possui uma cicatriz grossa, em alto relevo, endurecida, avermelhada e que apresenta com frequência coceira ou dor, com certeza você tem um queloide.

Um queloide é uma cicatriz que se projeta além da superfície da pele. Quando a pele é ferida, as células se multiplicam para preencher o espaço que ficou vazio devido à morte celular. Quando as células continuam se reproduzindo, mesmo após  o preenchimento deste espaço, o resultado é uma cicatriz hipertrófica ou um queloide. Ainda não se sabe o que determina esta cicatrização excessiva.

As áreas mais afetadas por essa cicatriz são: a orelha, face, ombros e tronco superior. Não existe padrão, podendo ocorrer em alguma região e outra não ter. Assim, num mesmo indivíduo, um ferimento localizado na mão pode não fazer queloide enquanto no ombro o pode.

“Antes de qualquer cirurgia, o cirurgião deve avaliar o risco de queloide do paciente, através dos antecedentes pessoais e familiares, por meio dessas informações o cirurgião plástico poderá tentar diminuir os riscos para que ocorra algum problema, inclusive sugerindo medidas profiláticas”, afirma o Dr. Rogério Schutzler Gomes.

As pessoas de pele mais escura possuem uma tendência maior a desenvolver queloides que aquelas de pele mais clara, mas todas as pessoas podem ter.
 

Existem diversas formas de tratar o queloide, conheça algumas saídas para eliminar esse mal:

* Radioterapia local – É feita com aparelho que tem pouca penetração, mas muita eficácia superficial, portanto não atinge estruturas profundas. Primeiro é feito a retirada do queloide com pequena cirurgia, e em seguida é feito a radioterapia (no mesmo dia ou no dia seguinte), por aproximadamente 10 sessões em dias alternados, ou conforme orientação do médico radioterapêuta. É a modalidade que tem maior eficácia, podendo chegar a 75%;

* Placas de silicone – Agem por compressão mecância da cicatriz, baixando-a, mas não estreitando-a. É utilizado no pós-operatório de pessoas com tendência a queloide, para que previna a formação deles. Deve ser utilizada por um ano pelo menos. Como o mecanismo de ação é a compressão, pode ser utilizado alternativamente, fitas de micropore da mesma forma e resultados semelhantes;

* Injeções de corticosteroides – Injeções intralesionais de corticoide tem bons índices de regressão dos queloides (50-60%). Podem ser feitas algumas sessões mensais. Pode levar a formação de vasos sanguíneos no local ou ao redor, causando um aspecto desagradável;

* Fitas oclusivas de corticosteroides – Combina os efeitos compressivos das placas de silicone com o efeito de atrofia da cicatriz do corticosteroide. Depois de formado o queloide, pode baixá-lo, mas as respostas são pobres. São melhor indicados em pós-operatório de pacientes com tendência a queloide, como prevenção;

* Cirurgias redutoras – A retirada com cirurgia resolve de imediato, mas tem alto percentual de recidiva se feito isoladamente. Tem melhores resultados quando associado a radioterapia e/ou métodos de compressão (placa de silicone, micropore, fitas oclusivas de corticosteroides;

* Outras medidas, como terapia fotodinâmica e a criocirurgia (congelamento), tem eficácia menor, sendo pouco utilizadas.

A escolha do tratamento dependerá do local e tamanho do queloide, sendo a experiência do cirurgião plástico determinante para a indicação. Sempre que houver uma tendência familiar, e uma cirurgia plástica ou outra a ser programada, deve ser considerado uma ou mais técnicas para prevenção.
           

Fonte

Rogério Schutzler Gomes – Cirurgião Plástico.
www.rogeriogomes.com.br
                 

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