Outubro Rosa – mês de atenção ao câncer de mama

O movimento Outubro Rosa começou nos Estados Unidos e visa chamar a atenção para a causa do câncer de mama, a importância da detecção precoce, do tratamento decente e a procura da cura. A primeira iniciativa de participação no Brasil foi em 2 de outubro de 2002, por meio da iluminação rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (Obelisco do Ibirapuera), em São Paulo.

O alerta do Outubro Rosa é ainda mais importante quando observado que o diagnóstico do câncer de mama em pacientes com menos de 40 anos está crescendo. O índice, que costumava ser de 5% do total de casos, subiu para até 16%, segundo pesquisa realizada no Hospital do Câncer em São Paulo.

A doença é a principal causa mundial de morte por câncer da população feminina entre 39 e 58 anos de idade e, no Brasil, estima-se que mais de 40 mil novos casos sejam apontados por ano, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde já existe uma concentração maior de diagnósticos da doença.

No caso de pacientes abaixo de 40 anos, a sobrevida tende a ser menor, já que a doença costuma ser descoberta em estágios mais avançados, uma vez que estas pacientes não estão inseridas na rotina de rastreamento da doença e somente buscam auxílio médico quando o tumor já se apresenta palpável.

De acordo com a Dra. Roberta Magalhães Carvalho, este tipo de câncer não possui uma causa definida, mas alguns fatores de risco são conhecidos, como o histórico familiar (mãe ou irmã com este tipo de tumor na pré-menopausa) e a presença de alterações genéticas (modificações nos genes associados à doença). “Quanto mais cedo for diagnosticada a predisposição e a paciente iniciar o acompanhamento médico e a realização de exames periódicos, mais chances ela terá de se curar caso ela venha a desenvolver a doença”.

Mas a Dra. Roberta lembra que, no caso de jovens, não é indicada a mamografia sem recomendação médica. “Temos que lembrar que este é um exame que inclui a emissão de radiação ionizante que, quando aplicada de forma excessiva, pode ser nociva à saúde. Por isso, não devemos antecipar a inclusão da mamografia no cotidiano de uma mulher precocemente, caso ela não tenha histórico familiar ou alterações genéticas que justifiquem o exame”.

Uma das alternativas para o diagnóstico de câncer em jovens é a mamografia digital, disponível no Lâmina. Uma pesquisa multicêntrica desenvolvida nos Estados Unidos com cerca de 50 mil mulheres demonstrou que a mamografia digital é mais eficaz na detecção de câncer principalmente para pacientes jovens ou perto da menopausa. Em comparação com o exame analógico, ela tem mais recursos que podem tornar a análise mais apurada, como ampliação digital e possibilidade de manipulação do brilho e do contraste do exame, e é especialmente indicada para mulheres com mamas densas. “Na mamografia digital, os sinais físicos emitidos pelos raios-X são transformados em números (dígitos) por meio de tecnologia apropriada e são repassados a um monitor de alta resolução”, explica Dra. Roberta.
           

Como se precaver

A especialista reforça que as mulheres devem realizar a mamografia pela primeira vez entre os 35 e 40 anos de idade e se submeter a controles anuais a partir dos 40 anos. Já a ultra-sonografia não é utilizada como método de rastreamento do tumor mamário, mas é um importante adjunto em determinadas condições, principalmente no esclarecimento de nódulos visualizados parcialmente na mamografia. Também é bastante importante na orientação de punções e biópsias de nódulos, que podem ser tanto sólidos quanto cistos – estes últimos passíveis ou não de serem aspirados e resolvidos.

A médica reforça que as mulheres abaixo dos 40 anos devem ficar atentas aos sinais do câncer de mama e, assim que um deles for percebido, procurar um médico o mais rápido possível.
                 

Os principais sinais são:

* Aparecimento de nódulo palpável nos seios ou de ínguas nas axilas:
* Modificações na forma e tamanho das mamas;
* Saída de secreção escura ou com sangue pelo mamilo; e
* Modificações na pele, na aréola mamária ou no mamilo.

“Não são todos os nódulos palpáveis na mama que representam um tumor maligno. Também existem as alterações benignas, como os cistos e os fibroadenomas, que podem ser percebidos ao toque e têm evolução favorável”, explica Dra. Roberta.

Para isso é muito importante o auto-exame, principal aliado na detecção do câncer de mama. “A inspeção visual e a palpação sistemática de cada mama pela própria mulher devem ser realizadas geralmente do 7.º ao 10.º dia após o início da menstruação”. Atualmente cerca de 75% dos casos de câncer de mama são detectados pelo auto-exame, mas nesses casos o tumor frequentemente já ultrapassa dois centímetros.
                                   

Dra. Roberta Carvalho também sana dúvidas sobre a mamografia:

* O que é mamografia – A mamografia é a radiografia das mamas (raios-X). O exame permite encontrar tumores não palpáveis. Durante o exame é necessário compressão, que é desagradável, mas os benefícios do exame superam o desconforto do mesmo. Algumas mulheres têm maior sensibilidade em relação aos exames e o desconforto pode ser maior ou menor dependendo de fatores individuais.

* Orientações para fazer a mamografia – Se possível agende seu exame até o décimo dia do ciclo menstrual. Se sua mama for muito sensível evite cafeína ao menos duas semanas antes de realizar o exame, parece que esta medida reduz o desconforto da compressão mamária.
                        

Fonte

Roberta Magalhães Carvalho – Médica responsável pelo setor de ressonância e de tomografia do Pasteur Medicina Diagnóstica.
                        

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Hulda Rode
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