Haja fôlego!

O cigarro, o narguilé e a poluição contribuem para a falta de ar, ao contrário das atividades físicas, que trazem inúmeros benefícios
                  

É comum ouvirmos falar que uma pessoa tem mais fôlego que outra, e aí surgem algumas dúvidas: como podemos aumentar nossa capacidade respiratória? Quais as influências e os hábitos que comprometem nossa saúde? Quais os cuidados que devemos tomar para garantir o bom funcionamento dos pulmões?

O fôlego está relacionado diretamente à sensação de falta de ar relatada pelas pessoas especialmente ao realizar atividades físicas. Aquelas que possuem um bom condicionamento físico, que praticam exercícios regularmente e possuem boa massa muscular terão mais fôlego para as atividades. Consequentemente, as pessoas que têm alguma doença pulmonar ou cardíaca, alterações musculares ou são sedentárias terão menos fôlego.

Existem, no entanto, alguns fatores que influenciam nossa capacidade respiratória e podem prejudicar o fôlego.

“O tabagismo e a poluição funcionam como agentes agressores do pulmão. Estas substâncias, quando aspiradas, provocam inflamações”, explica dr. Oliver Augusto Nascimento, diretor de Assuntos Científicos da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

A boa notícia é que existem meios para aumentar a capacidade pulmonar. A prática regular de atividade física, por exemplo, é benéfica para a saúde respiratória, mas deve ser realizada de maneira correta para não trazer danos. Acompanhamento médico, temperatura e umidade do ar adequadas e o respeito aos limites do corpo são algumas dicas dadas pelo dr. Oliver.

“Muitas pessoas com a chegada do final de ano apresentam o que pode ser chamado de síndrome do regime. Querem fazer tudo de uma vez e esquecem de fazer as avaliações necessárias, colocando a saúde em risco”, ressalta.

Além das atividades físicas, as doenças respiratórias também têm relação direta com o fôlego. Doenças como a asma e a DPOC são apontadas como as principais, mas a hipertensão pulmonar também pode causar problemas. Todas elas precisam ser tratadas e receber acompanhamento de um médico pneumologista.

Os maus hábitos também contribuem, e muito, para agravar e até desencadear problemas na saúde respiratória. O principal ainda é o cigarro, mas existem outros hábitos que podem prejudicar o pulmão. “A preocupação atual é com o narguilé, que vem sendo muito utilizado pelos jovens. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já lançou um documento alertando para os danos à saúde deste hábito”, afirma dr. Oliver.

Enfim, a saúde pulmonar depende de alguns cuidados muito importantes. Em caso de sintomas respiratórios como tosse, catarro ou falta de ar, um médico deve ser procurado para fazer o diagnóstico e dar início ao tratamento, se necessário.

O diagnóstico precoce diminui a progressão de doenças e melhora a qualidade de vida e o fôlego do paciente.
           

Fonte

Oliver Augusto Nascimento – Médico pneumologista, diretor de Assuntos Científicos da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
                 

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Assessoria de imprensa

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