O médico é o pára-choque de um sistema de saúde injusto para o cidadão

O médico, no Brasil, tornou-se verdadeiro pára-choque de um sistema de Saúde que é injusto para o cidadão. A colocação é do presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, Osvandré Lech, na sua mensagem do Dia do Médico, que se comemora na terça-feira, dia 18. Para ele, os governos investem muito menos do que deveriam e alguns planos de saúde cobram muito e devolvem um serviço de discutível qualidade, frequentemente negando ao médico o emprego de recursos modernos e disponíveis, cujo emprego apressaria a recuperação dos pacientes.

Dr. Osvandré, que fala com a experiência de quem lidera mais de dez mil ortopedistas brasileiros e pratica ortopedia há 30 anos, afirma que a produção científica dos ortopedistas é notável, tanto que hoje o País é “exportador” de conhecimento para todos os continentes. “A educação continuada ministrada pela SBOT permite também que os profissionais de todos os rincões do Brasil ofereçam a seus pacientes um atendimento padronizado pelo mais alto nível” e que só não é melhor devido às limitações econômicas, que por vezes impedem que hospitais contem com os custosos equipamentos que propiciam um serviço de ponta.

Ainda segundo o Dr. Osvandré, a responsabilidade social do ortopedista foi assumida pela entidade que dirige, que se envolve com êxito em campanhas como da educação no trânsito, da lei seca para quem dirige, do uso correto da cadeirinha para crianças e pela obrigatoriedade do capacete pelos motociclistas, que já salvou milhares de vidas.

A preocupação “intra-muros” também é grande, tanto que a Associação Médica Brasileira – AMB e o Conselho Federal de Medicina – CFM consideram o sistema de formação de novos ortopedistas como um modelo, que abrange atualmente 170 centros com 1.573 residentes. Esses médicos têm que passar por um exame muito rigoroso para obtenção do Título de Especialista, exame esse que está sendo copiado e adaptado por outras especialidades médicas e por sociedades ortopédicas de outros países que enviaram delegações ao Brasil para conhecer melhor o trabalho da SBOT.

Todo esse trabalho, ao qual se soma uma longa lista de livros para a formação ortopédica, se choca porém com as limitações que poderiam ser eliminadas: as longas filas de espera no SUS; os preços exorbitantes dos materiais ortopédicos que, em parte devido aos altos impostos, chegam a custar oito vezes mais que no exterior; e a ganância de alguns planos de saúde. São desafios, entretanto, que a categoria profissional enfrenta e que, com o tempo, há de vencer.

Ultrapassados esses percalços, o ortopedista terá condições de recuperar pacientes que até recentemente seriam considerados deficientes por toda a vida. É que hoje a Ortopedia conta com a moderna tecnologia, tem na informática uma ferramenta importantíssima, avanços incríveis no diagnóstico de imagem, implantes produzidos com metais de alta qualidade e grandes avanços farmacêuticos para o alívio da dor, inflamação e infecção. O ortopedista brasileiro tem, além disso, princípios éticos muito valorizados pela SBOT e cuja obediência é necessária para que se possa praticar uma ortopedia eficiente.

Mesmo com as crescentes dificuldades para exercer a profissão na plenitude, o médico é uma das categorias profissionais mais respeitadas pela sociedade brasileira. “Graças à crescente capacidade humanística e contínua educação, prestamos um grande serviço à Nação”, conclui Dr. Osvandré Lech.
                

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