Sífilis ainda é uma doença importante e tem novo fluxo diagnóstico

A sífilis é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) causada pelo Treponema pallidum, capaz de infectar praticamente todos os órgãos e tecidos, provocando as mais variadas manifestações clínicas. A transmissão acontece durante todas as formas de contato sexual, por meio de pequenas lesões da pele e mucosas, genitais ou extragenitais. Raramente é transmitida por transfusão sanguínea ou pela placenta. O diagnóstico é sempre clínico-laboratorial, mas o exame agora tem uma nova metodologia. É o que explica Jaime Rocha, infectologista do Exame Medicina Diagnóstica, neste 15 de outubro, Dia Nacional de Combate à Sífilis.

De acordo com o especialista, os testes de diagnóstico devem ser cuidadosamente avaliados em todas as fases. Os exames sorológicos são usados rotineiramente e podem ser de duas categorias. A primeira categoria são os não-treponêmicos, em que os mais comumente usados são os VDRL (Venerial Disease Research Laboratory) e o RPR (Rapid Plasma Reagin) para o screeming rotineiro, valioso para estabelecer o diagnóstico por ser expresso quantitativamente e que, quando positivo, pode ser usado para avaliar a eficácia do tratamento.

Estes testes tornam-se positivos após quatro a seis semanas da infecção ou uma a três semanas do aparecimento da lesão primária (cancro). São quase invariavelmente positivos, mas não são altamente específicos, podendo ser encontrados em doenças causadas por outros treponemas e agentes infecciosos como malária, mononucleose infecciosa e lepra, doenças do tecido conjuntivo, auto-imunes, hepatite C, gravidez e em idosos.

A segunda categoria são os testes treponêmicos, nos quais o antígeno é o próprio treponema ou suas proteínas, com os quais reagem os anticorpos. São eles: o TPHA (hemaglutinação) e o FTA-abs (atualmente pouco utilizado pela sua complexidade). Os testes de enzimaimunoensaio, que por serem altamente sensíveis, específicos e automatizados são mais reprodutíveis. A novidade é que os laboratórios estão reformulando o fluxograma dos testes de sífilis, realizando os dois tipos de exame simultaneamente. Esta decisão foi tomada para ajudar a ter um diagnóstico mais preciso e rápido tanto da doença ativa quanto de cicatrizes de doença prévia.

O especialista explica que, clinicamente, a sífilis se apresenta em três fases. A primeira é como infecção recente (sífilis primária), com uma lesão inicial que é o cancro duro, que aparece duas a seis semanas após a contaminação e que desaparece em cerca de quatro semanas, sem deixar cicatrizes, mesmo sem tratamento.

A segunda forma, de acordo com o Dr. Jaime Rocha, é como sífilis tardia, que surge após o primeiro ano de evolução e ocorre em indivíduos não tratados ou inadequadamente tratados. Nesta fase as manifestações podem acontecer na pele, nos ossos, no coração, no cérebro e outras. Na sífilis secundária há a disseminação dos treponemas pelo organismo. “Como a primeira e a segunda fases são separadas por um período latente e sem sintomas, a doença pode ser altamente destrutiva e levar à morte”.

Já a terciária se caracteriza pela lesão, principalmente do sistema nervoso central. “Vale ressaltar que esta é uma doença altamente transmissível, sem vacina e cujo tratamento é curativo. Mas, para tanto, é necessário diagnóstico precoce”, finaliza.
                     

Fonte

Jaime Rocha – Médico infectologista do Exame Medicina Diagnóstica.
                  

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Hulda Rode
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