Cuidado com a fluorose

O Dia da Criança vem aí e, com ele, muitos presentes e mimos para a garotada, que bem merece. Mas a data também é boa para relembrar e reforçar em pais e filhos que os cuidados com os dentes das crianças ainda é um assunto controverso e muita vezes carente de informação.

É que muitos pais, principalmente os de primeira viagem, ainda não tomam conta dos dentes dos filhos da forma como deveria ser. E o resultado disso, infelizmente, é catastrófico: crianças que chegam ao consultório ainda com dentes de leite, mas já estragados, cariados, tudo isso em pleno século 21, por incrível que pareça.

Mas há aqui um problema específico muito sério e que precisa de orientação: pais que não controlam o uso da pasta dental com flúor nos filhos pequenos, que acabam engolindo pasta e, consequentemente, ingerindo flúor em excesso.

Com o tempo, essas crianças passam a desenvolver um problema muito grave chamado “fluorose”, que é a intoxicação por ingestão em excesso de flúor – uma substância muito saudável se usada apenas de forma “tópica”, ou seja, em contato com o dente, mas muito tóxica se for ingerida, podendo causar degradação dos dentes, que podem, inclusive, já nascer fracos e apodrecidos. Trata-se de um problema que infelizmente vem se tornando maior a cada dia.

Tanto é verdade que o site do jornal Folha de S. Paulo publicou há algum tempo uma reportagem sobre uma pesquisa da FOP (Faculdade de Odontologia de Piracicaba), da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), que mostrou que o número de casos com fluorose em pacientes avaliados na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, aumentou de 13% em 1992 para 37% em 2007.

A explicação para isso é que boa parte dos pais não controlam o acesso dos pequenos às pastas dentais, que a cada dia ganham novos sabores e atratividades, estimulando nas crianças o mau hábito de ficar “chupando” a escova ou mesmo engolindo a pasta.

Para evitar isso, deve-se ficar muito alerta. Nas crianças muito pequenas, mas já com os primeiros dentes, é necessário promover a escovação, mas sem o uso de pasta. E só inserir o uso da pasta na criança quando ela for realmente capaz de entender que não se pode engolir – e, obviamente, quando tiver condições motoras de cuspir.

E já que estamos falando disso, é importante lembrar que a criança deve ser inserida no hábito da escovação bucal desde que nasce – só assim, vai se criar nela essa cultura saudável e tão necessária.

E desde que se nasce mesmo. Após sair da barriga da mamãe, após cada mamada no peito ou na mamadeira, pai, mãe ou responsável devem limpar as gengivas dos pequeninos, que ainda não têm dentes, claro, com uma fraldinha – bem de leve, mas já higienizando a boquinha do bebê.

Pois o bebê cresceu, e os dentinhos começaram a aparecer? É preciso então inserir a escovinha dental – sempre lembrando que a gengiva da criança é bem mais sensível que a do adulto, pedindo, portanto, uma escova sempre pequena e de cerdas macias.

E é sempre bom lembrar: dente de leite pega cárie, sim, senhor. Tem raiz. Gera tratamento de canal e tudo mais. Então a escovação deve ocorrer sempre depois das refeições.

Mas cuidado: a escovação não pode ser feita com força, pois pode desgastar o dente. E, claro, também sempre após as refeições, usar o fio dental na criança assim que tiver um dente ao lado do outro, pois, na maioria das vezes, é “entre dentes” que ocorre a cárie, justamente pela falta do fio dental.

E muito importante: assim que nascer dente na criança é fundamental levar o pequeno ao dentista para se aplicar o flúor. O primeiro dente nasce por volta dos 6 meses de idade. E até os dois anos e meio, o pequeno vai ter até 20 dentes na boca.

Pois veja só que bonito: é muito comum me deparar hoje com pais e mães exemplares que, antes mesmo dos seus rebentos nascerem, já procuram o consultório do dentista para saber como cuidar dos dentes dos futuros filhotes.

Esses certamente nunca verão o pequeno sofrendo com cárie e tendo de procurar o dentista.
                    

Fonte

Arany Tunes – Formado pela UNESP há 10 anos, o cirurgião-dentista atende diariamente pacientes em clínicas de oito cidades diferentes do Estado de São Paulo (São Paulo, Campinas, Indaiatuba, Sorocaba, Jundiaí, Piracicaba, Santos e São Bernardo do Campo), além do Rio de Janeiro. É um dos maiores especialistas do Brasil e do mundo em mau hálito. Foi um dos primeiros a se dedicar exclusivamente ao estudo e tratamento do problema. É membro efetivo da Associação Brasileira de Halitose (ABHA) e da International Society for Breath Odor Research (ISBOR), entidades, no Brasil e no exterior, dedicadas a pesquisar exclusivamente o mau hálito.
            

Mais informações:
www.clinicahalit.com.br (clínica especializada em tratamento do mau hálito)
          

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Assessoria de imprensa

Jornalista Alexandre Possendoro
(11) 5589-9748 / 9648-0008
possendoro@uol.com.br




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