Por que a asma ainda mata tanto?

A doença está relacionada a cerca de 250 mil mortes prematuras em todo o mundo, ao ano. Três mil delas, somente no Brasil.
                       

Publicado na versão on-line do European Respiratory Journal, a revista científica da Sociedade Europeia de Doenças Respiratórias (ERS), o artigo “O desafio da Iniciativa Global em Asma (GINA): reduzir hospitalizações por asma” levanta uma importante questão relacionada à doença: Por que a asma ainda faz tantas vítimas fatais e é responsável por números tão elevados de hospitalizações?

De acordo com o artigo, o crescimento da mortalidade e morbidade de doenças crônicas, como a asma, parece que começa a chamar mais atenção ultimamente, tanto de entidades médicas como da OMS, que tem verificado que em muitos países, as estratégias e recursos para resolver alguns dos grandes desafios da saúde pública são rudimentares ou inexistentes.

Além do sofrimento vivido pelos pacientes, doenças crônicas como a asma representam um ônus econômico significativo sobre as sociedades e os sistemas de saúde, especialmente nos países em desenvolvimento. Estes países, por meio de resolução aprovada recentemente, vem sendo convocados pela Assembleia Geral da ONU a enfrentar números crescentes de mortes prematuras por doenças não transmissíveis.

“Também definida em Assembleia, em 2010, será promovido ainda este mês um novo encontro das Nações Unidas com foco na prevenção e controle de doenças crônicas”, revela o dr. Álvaro Cruz, diretor-executivo da GINA Brasil e co-autor do artigo, ao lado dos doutores J. Mark Fitz Gerald, Eric Bateman, Suzanne Hurd, Louis-Philipe Boulet, Tari Haahtela e Mark L. Levy.

O acesso gratuito da população a medicamentos para a asma, bem como a implementação de diretrizes baseadas em evidências serão alguns dos temas prioritários desta Assembleia. Esta será uma grande oportunidade para as comunidades respiratórias de lutar por melhor gestão do atendimento, tanto em cuidados primários como em ambientes hospitalares.

O artigo destaca que iniciativas como esta da ONU são oportunidades importantes para chamar a atenção para a elaboração de novas estratégias para lidar com doenças respiratórias crônicas.
                               

Desafio GINA de Asma

Outro exemplo citado no artigo é a criação da GINA – Iniciativa Global contra a Asma, que ao longo de quase duas décadas vem proporcionando uma série de iniciativas. A mais recente, o Desafio de Asma GINA (GINA Asthma Challenge), lançado há pouco mais de um ano, visa reduzir as internações por asma em 50% nos próximos cinco anos.

No Brasil, a asma é a terceira maior causa de hospitalização pelo SUS, com quase 400 mil internações ao ano.

Segundo dr. Paulo Camargos, membro do Comitê Executivo da GINA Brasil, embora o objetivo deste desafio pareça ambicioso, ele é baseado em experiências próprias de algumas dezenas de municípios brasileiros, cujos programas de manejo da asma demonstaram a possibilidade de alcancá-lo na realidade do SUS.

O desafio prevê planejamento coordenado e implementação de medidas simples, porém eficazes, para reduzir as exacerbações de asma, avaliando a possível redução dos índices de internações hospitalares por este motivo como marcadores primários de sucesso.

“Já está comprovado que a melhor maneira de conseguir o controle da asma, ao lado da terapia medicamentosa, é a educação. Este, portanto, é o ponto de partida para alcançarmos este objetivo no tempo proposto, no Brasil”, explica dr. Rafael Stelmach, presidente-eleito da GINA Brasil.

E não é impossível. A abordagem é comprovadamente eficaz e já vem rendendo bons resultados na redução da morbidade da asma, em países como a Finlândia. Nestes países, sobretudo naqueles de maior renda, isso foi possível por meio da uniformização dos cuidados que envolvem educação, farmacoterapia e consultas médicas periódicas. Foram constatadas reduções em internações de até 68%, bem como melhoria no atendimento e redução dos custos envolvidos no cuidado com a asma.
                         

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