Prótese de silicone não causa câncer de mama

Se sentir mais bonita, elevar a auto-estima, usar decotes mais ousados, eliminar qualquer complexo e muitos outros motivos ajudam a encorajar as mulheres a colocar uma prótese de silicone. Em 2010 mais de 100 mil cirurgias para aumento das mamas foram realizadas. “Este procedimento é um dos mais procurados, assim como a lipoaspiração. Inclusive é possível realizar as duas cirurgias no mesmo tempo cirúrgico e o resultado é ótimo”, afirma o Dr. Alderson Luiz Pacheco.

O especialista explica que mesmo sendo uma cirurgia amplamente divulgada e conhecida as pacientes ainda tem muitas dúvidas sobre o implante de silicone. “Algumas pessoas chegam ao consultório com uma concepção totalmente errada acerca do procedimento. O excesso de informações acaba confundindo as pacientes, que já não sabem o que é verdade e o que não é.”

Um dos principais receios de quem busca mais detalhes sobre a colocação da prótese de silicone está relacionado ao surgimento do câncer. Não há nenhuma comprovação científica sobre o aumento ou redução dos riscos de câncer de mama nas mulheres que se submetem a cirurgia. “Também não há conexão entre o câncer e a prótese de silicone, ou seja, o implante não causa a doença e também não dificulta a realização de exames que detectam o problema.”

Dr. Pacheco ressalta que normalmente as mulheres com implante vão ao médico com mais frequência do que as que não têm e fazem ultrassons e mamografias – exames fundamentais para a saúde das mamas – periodicamente. “O ideal é que a bateria de exames seja feita no mínimo uma vez ao ano, de acordo com as características da paciente e o histórico familiar, já que a genética influencia a incidência da doença.”

Atualmente novos parâmetros são indicados no que diz respeito ao histórico familiar. Se não há história de câncer de mama na família – que inclui avó materna, mãe, irmã e tia materna – a mulher deve realizar uma mamografia e uma ecografia de base aos 35 anos, dos 40 aos 49 anos os exames devem ser feitos de dois em dois anos e após os 50 anos anualmente. “Ao iniciar a reposição hormonal os exames devem ser feitos uma vez ao ano. E quando há história de câncer de mama na família a mamografia e a ecografia de base devem ser feitas aos 30 anos, dos 35 aos 40 os exames devem ser repetidos de dois em dois anos e após esta idade anualmente.”

Outro mito relacionado ao silicone é que a prótese pode romper e o silicone vazar pelo corpo. O médico aponta que o implante só romperá se houver um impacto extremamente forte, como um grave acidente automobilístico. “A prótese possui várias camadas que garantem a segurança da paciente. E mesmo que haja alguma perfuração, causada por um tiro, por exemplo, o silicone não irá escorrer, pois ele é um gel e não um líquido, mas mesmo assim deve ser trocado imediatamente.”
                  
 
Prótese não é para sempre

O cirurgião alerta quem pensa que o implante não tem data de validade. Dez anos após a cirurgia o médico deve fazer uma avaliação minuciosa para analisar o estado da prótese e, se necessário, fazer a substituição por uma nova. “De acordo com a SBCP geralmente as próteses duram de 15 a 20 anos, desde que a paciente esteja sempre amparada por um especialista e faça a troca assim que houver necessidade.”

Com o passar do tempo o organismo produz células que criam uma espécie de cápsula em volta da prótese. Quando esta cápsula fica com suas paredes grossas é hora de ir para o centro cirúrgico e colocar um implante novinho em folha. “Se não for trocada a prótese pode ficar deformada, além da paciente sentir fortes dores nos seios e sentir que eles ficaram endurecidos e até ter sua sensibilidade alterada”, explica.
              

Fonte

Alderson Luiz Pacheco – Médico cirurgião plástico, credenciado pela SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).

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Carla Bastos Dias
Jornalista MTB8624/PR
(41) 3377-5245 / (41) 8823-4169




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