Dia Mundial da Psoríase

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove em outubro a sua Campanha de Conscientização da Psoríase, cujo slogan será “Um beijo, um abraço, um aperto de mão”.

O mês foi escolhido com base no Dia Mundial da Psoríase, 29 de outubro. É também nesta data, um sábado, que a entidade coordena uma caminhada aberta à população e que acontecerá simultaneamente em sete capitais brasileiras — Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Salvador, Porto Alegre, Brasília e Manaus. A ação contará com a presença das Associações de Portadores da Psoríase, que levarão funcionários, voluntários e pacientes às ruas destas cidades (programação no site www.diamundialdapsoriase.com.br).

Ao longo do mês, Serviços de Dermatologia em todo o país disponibilizarão folders e panfletos com informações sobre a doença, uma das dermatoses mais frequentes na prática clínica da Dermatologia, mas ainda alvo de grande preconceito por puro desconhecimento sobre suas causas. Serão 20 estados contemplados, em cerca de 70 postos de orientação.

Segundo as coordenadoras da Campanha de Conscientização da Psoríase, Dra. Cláudia Maia e Dra. Luna Azulay, a expectativa é de que pelo menos 100 mil pessoas sejam abordadas e aprendam a como identificar a doença, que não é contagiosa e não tem cura, mas pode ser controlada com o tratamento junto ao dermatologista.

Com o objetivo de aproximar ainda mais o assunto do público leigo, a SBD também inovou na campanha deste ano e produziu um vídeo institucional que será divulgado nas mídias sociais e nas emissoras de TV aberta. Para isso, contou com dois padrinhos ilustres, o ator Marcos Oliveira, conhecido pelo personagem Beiçola de “A Grande Família” (TV Globo), e o radialista Roberto Canázio, da Rádio Globo. Ambos têm a doença e cederam suas imagens em prol da campanha.

O slogan da campanha, “Um beijo, um abraço, um aperto de mão”, é também nome da mais famosa peça do roteirista Naum Alves de Sousa. Ao saber da ideia da SBD de utilizar o mesmo tema para a campanha, o autor cedeu o nome, a fim de dar sua contribuição à mesma.

“Diferentemente de outras campanhas de saúde, o foco desta vez não é o atendimento, mas sim a conscientização da doença pelo público leigo, com a finalidade de acabar com o preconceito”, comenta a Dra. Luna Azulay. Ela explica que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a psoríase não é contagiosa e não tem cura, o que faz com que a discriminação seja extremamente prejudicial aos seus portadores, que às vezes passam por situações constrangedoras durante toda sua vida.

O site (www.diamundialdapsoriase.com.br) foi especialmente criado para a campanha deste ano e disponibiliza informações sobre o diagnóstico e tratamento da doença, os vídeos produzidos para a conscientização da população, além de data, hora e local das caminhadas e outras informações.  Além disso, ele terá links para as páginas da Sociedade Brasileira de Dermatologia nas redes sociais:

Facebook (https://www.facebook.com/sbdermatologia/)
Twitter (http://twitter.com/#!/Sbdermatologia)

             

O que é psoríase?

É uma doença inflamatória crônica da pele que se manifesta, na maioria das vezes, por lesões róseas ou avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas. Em alguns casos, as lesões podem estar apenas nos cotovelos, joelhos ou couro cabeludo. Já em outros, as lesões se espalham por toda a pele. Frequentemente, há acometimento das unhas. Embora seja pouco habitual, há casos em que as articulações também podem ser afetadas causando a artrite psoriásica.

A psoríase não escolhe sexo ou idade embora tenha picos de incidência na segunda e quinta décadas de vida. Qualquer pessoa pode desenvolver essa doença, que não é contagiosa e não atinge órgãos internos. Apesar de não provocarem dor, as lesões trazem prejuízos à qualidade de vida dos portadores, já que atingem a aparência, comprometendo a interação social e a auto-estima.
                        

Fatores desencadeantes

A psoríase é causada por vários fatores, destacando-se a existência de um componente genético, o que não significa que seja, necessariamente, hereditária. Aproximadamente, 50 a 60% dos pacientes não possuem registro da psoríase em sua família. A partir do componente genético da psoríase, vários fatores podem desencadear o surgimento das lesões, como a reação a alguns medicamentos, algumas infecções, ferimentos na pele e, principalmente, o estresse. É comum o surgimento da psoríase estar associado a crises emocionais. Porém, a eliminação de um ou de todos esses fatores não significa que as lesões de psoríase desaparecerão.
                                    

Diagnóstico

Pelo simples exame clínico do dermatologista, que é o único médico indicado pelo Conselho Federal de Medicina para tratar da pele, cabelos e unhas. A psoríase não causa manifestação nos órgãos internos, por isso, os exames laboratoriais têm pouca utilidade (geralmente só são utilizados para acompanhamento durante o uso das medicações). Além do “olho clínico”, o único recurso que pode confirmar o diagnóstico é a biópsia da pele: exame simples feito no consultório ou ambulatório, em que o médico tira um pedacinho da pele para análise.
                          

Tipos de psoríase

* Psoríase vulgar ou em placas – A psoríase em placas ou vulgar é a mais comum. Atinge 90% dos pacientes. A doença pode apresentar diferenças em relação à intensidade e evolução. As áreas mais afetadas são cotovelos, joelhos, couro cabeludo, região lombo-sacra e umbigo.

* Psoríase nas unhas ou ungueal – Em mais de 50% dos casos a psoríase pode envolver as unhas, correspondendo a um grande estigma da doença, pois interfere nas relações sociais e atividades de trabalho. Umas das principais características da doença é o descolamento da unha (onicólise). Para minimizar é preciso que o paciente evite traumatismos. Por isso, é importante manter a unha curta, seca e limpa para diminuir as chances de ocorrerem estímulos que possam intensificar o descolamento.

* Artrite psoriática – Uma pequena parcela da população de pacientes pode apresentar esse tipo de manifestação da doença, que pode apresentar inflamações nas cartilagens e articulações, desenvolvendo dor, dificuldades nos movimentos e alterações na forma das articulações.

Além dos principais tipos de psoríase, existem ainda: psoríase em gotas, psoríase eritrodérmica, psoríase pustulosa, psoríase invertida e psoríase palmo-plantar.
                   

Tratamento

São várias as formas de tratamento, portanto cabe ao dermatologista avaliar a melhor delas. Nas formas leves, são prescritos medicamentos tópicos sob a forma de pomada, loções, xampus ou géis. Nas formas mais avançadas, além de duas ou três sessões de fototerapia por semana, podem ser indicados medicamentos de uso interno via oral ou injetável, dependendo do caso. As terapias biológicas são os tratamentos mais modernos para psoríase, mas por serem muito caras, destinam-se a casos especiais.
               

Controle

Não existe cura para essa doença, mas é possível controlá-la e levar uma vida normal. As lesões podem desaparecer e não reaparecer durante muitos anos e, algumas vezes, nunca mais voltar. Porém, para a maioria dos pacientes, a psoríase é uma doença crônica com períodos de erupções e períodos sem manifestações visíveis.

A evolução da psoríase é completamente imprevisível, variando muito de paciente para paciente. Em muitas pessoas, as lesões são moderadas e se concentram em uma região da pele, entretanto, existem casos em que as lesões se generalizam pelo corpo todo. As articulações eventualmente podem estar acometidas, inclusive levando a deformidades.

As medicações variam desde cremes para uso local, até medicações sistêmicas, dependendo da forma e extensão da doença. O médico dermatologista é o profissional que irá determinar qual deverá ser indicado.

            

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Mais informações

 

Julia Costa (julia.costa@approach.com.br) 
Fabiana Guimarães (fabiana.guimaraes@approach.com.br)
Bianca Gomes Sallaberry (bianca.gomes@approach.com.br)
Tel: (21) 3461-4616, ramais 125, 152 e 164
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Julia Costa
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