Asma na gestação – como agir?

Uma gravidez tranquila e saudável demanda uma série de cuidados especiais por parte da gestante, como a garantia de uma alimentação correta, a prática de exercícios físicos conforme indicação médica e a realização de todos os exames básicos do pré-natal.

Tais medidas devem se relacionar à saúde da mulher grávida de modo geral, entretanto, o sistema respiratório precisa receber atenção específica, principalmente quando se trata de gestante asmática.

Segundo o dr. Roberto Stirbulov, a mulher que já tem o diagnóstico da asma deve procurar um especialista no momento em que a gravidez é descoberta.

“Consultar um médico pneumologista é a primeira medida a ser tomada pela mulher, uma vez que cerca de um terço destas gestantes asmáticas tem piora no quadro, com aumento das crises durante a gravidez”, explica o profissional.
                         

Mito

Há o mito de que a mulher, ao engravidar, deve interromper o uso de qualquer tipo de medicação. Porém, dr. Rafael Stelmach, presidente da GINA Brasil, afirma que é importante que não se encerre o tratamento da asma sem o aval do médico pneumologista.

“Além dos riscos de piora da asma e do surgimento de crises, gestantes asmáticas que não se tratam têm chances maiores de parto prematuro e baixo peso fetal”, alerta.
                 

Tratamento

Dr. Stirbulov afirma que mesmo durante a gestação o tratamento com corticóides inalatórios está liberado para o controle da asma. “Caso não sejam suficientes, devemos associá-los a uma classe chamada beta-agonista de ação prolongada, também inalatória”.

Conforme o dr. Rafael Stelmach, a preocupação com o tratamento deve ser tanto da paciente quanto do médico obstetra, que deve ser avisado da asma logo na primeira consulta do pré-natal.

“A atualização dos médicos é muito importante. A recomendação para a interrupção da medicação para asma, por exemplo, já não procede”, alerta Stelmach.
                   

Tabagismo

Assim como toda gestante, a asmática – de forma especial – deve parar de fumar imediatamente após o deslumbramento da gravidez. “A cada cigarro fumado pela mulher grávida, o bebê é afetado 30 vezes mais, já que o cordão umbilical multiplica a concentração de produtos tóxicos do cigarro por esta quantidade”, explica dr. Roberto Stirbulov.
              

Fonte

Roberto Stirbulov – Médico pneumologista, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT)  e professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
                

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