O Alzheimer não tem idade

Mais comum entre os idosos, a Doença de Alzheimer também pode afetar pessoas com menos de 65 anos com antecedentes familiares
                

É comum relacionarmos a Doença de Alzheimer (DA) como um mal que afeta apenas os idosos. De fato, a DA possui forte relação com o envelhecimento, pois é a forma de demência mais comum entre pessoas com mais de 65 anos, com uma prevalência de cerca de 5% na faixa de 65 e de 20% acima de 85 anos (1). “Apesar disso, é possível que os sintomas desta enfermidade comecem a partir dos 40 anos, ou até mais cedo, dependendo do caso”, alerta o Dr. Cassio Bottino.

Conhecida como Doença de Alzheimer de Início Precoce (DAIP), a condição é caracterizada por um declínio mais rápido das funções cognitivas em pessoas com menos de 65 anos, que pode ser familial ou esporádica. “São casos mais raros e correspondem a 10% do total (2).” Na maioria das vezes, as pessoas com histórico de DA em sucessivas gerações possuem maior predisposição para o desenvolvimento dos primeiros sinais da doença antes dos 65 anos. “A DAIP familial é comumente verificada em famílias com múltiplos indivíduos afetados. Mas ela também pode ocorrer de forma esporádica – ou seja, sem antecedentes familiares – devido a uma mutação em um dos genes associados a DAIP (3).”

Os sintomas iniciais da DAIP não diferem daqueles que ocorrem com os pacientes idosos. “Lapsos de memória costumam ser os primeiros indícios a serem percebidos em casa e no trabalho. Podem vir acompanhados de um declínio funcional progressivo, que acaba comprometendo as atividades da vida diária.” Alterações de orientação, atenção, cálculo e linguagem também podem confirmar o diagnóstico da doença, quando descartadas outras causas de demência.

Informação e observação são os primeiros passos a serem tomados quando há antecedentes familiares de DA e alterações frequentes na memória, no comportamento e nas atividades cotidianas. “Não há dúvidas que o diagnóstico precoce é a melhor forma de prevenir o avanço da doença e o comprometimento da qualidade de vida de idosos e dos adultos que possuem essa predisposição. Por isso, ter conhecimento sobre quais são os sintomas característicos e procurar um médico especializado assim que as primeiras mudanças forem percebidas é fundamental para o diagnóstico adequado e o início do tratamento”, esclarece.

O tratamento para a DA, seja de início precoce ou tardio, pode envolver atividades que mantêm mente e corpo ativos (jogos de tabuleiro, leitura de livros e jornais, palavras-cruzadas, aprendizado de outro idioma ou instrumento musical, caminhadas, e também, manter um convívio social ativo) e medicamentos inibidores da acetilcolinestinesterase. Esses produtos podem retardar de forma significativa a decadência das funções cognitivas em pacientes que estão nos primeiros estágios da doença. Entre esses medicamentos, o cloridrato de donepezila é o único indicado para todos os níveis de DA (leve, moderado e grave). Quando iniciado já na fase leve da doença, durante o surgimento dos primeiros sintomas, o tratamento terá resultados ainda melhores. Contudo, o médico deve ser sempre procurado para avaliar e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.

“Infelizmente, a causa da Doença de Alzheimer ainda é desconhecida e não há cura, mas, há cerca de dez anos, começamos a ter opções efetivas de tratamento, possibilitando que o paciente com DA ou DAIP controle os sintomas com terapias que ajudam a retardar a evolução da doença minimizando os distúrbios no humor e comportamento.”
            

21 de setembro – Dia Mundial da Doença de Alzheimer

O Dia Mundial da Doença de Alzheimer foi criado para sensibilizar as comunidades internacionais para a gravidade desta doença crônica, degenerativa, progressiva e irreversível. A enfermidade compromete o cérebro provocando alterações profundas no comportamento, dificuldade de raciocínio e na articulação do pensamento e diminuição da memória, com efeitos devastadores sobre o doente e sobre a família. Utilizando como base pesquisas em outros países e dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que existam 1,2 milhões de pacientes com DA no Brasil.
                     

Referências

1. Kaplan and Sadock’s Pocket Handbook of Clinical Psychiatry.
2. LAKS, Jerson e TRUZZI, Annibal. Doença de Alzheimer Esporádica de Início Precoce. Revista de Psiquiatria Clínica, vol.32, n.1. São Paulo, 2005.
3. Segundo o psiquiatra Cássio Bottino, os três principais genes afetados por mutações associadas à DA são o da APP (10% a 15% dos casos de DAIP familial), PSEN1 (30% a 70% dos casos de DAIP familial) e PSNE2 (menos de 5% dos casos de DAIP familial).
              

Fonte

Cassio Bottino – Médico psiquiatra  coordenador do Programa Terceira Idade (PROTER) – IPq HCFMUSP.
                      

                     

Pfizer

Fundada em 1849, a Pfizer é uma das mais completas e diversificadas companhias do setor farmacêutico. Presente em mais de 150 países, a empresa está no Brasil desde 1952. Melhorar a saúde e proporcionar bem-estar fazem parte da missão da Pfizer ao descobrir, desenvolver, fabricar e comercializar medicamentos de prescrição, genéricos e de consumo para Saúde Humana e Animal. A companhia oferece opções terapêuticas para uma variedade de doenças em todas as etapas da vida, com um portfólio que engloba desde vitaminas para gestantes e vacinas para bebês, até medicamentos para doenças complexas, como dor, câncer, tabagismo, infecções e doença de Alzheimer.  A Pfizer também mantém e acompanha projetos sociais voltados para educação, saúde e sustentabilidade no país.
           

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Thais Coimbra
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