Dor aguda

Questão de sobrevivência. É para isso que a dor aguda – aquela que ocorreu recentemente – existe. Geralmente consequência de um trauma, fratura, contusão ou torsão, esse incômodo ajuda a preservar a área afetada e, por isso, contribui com a recuperação desta parte do corpo. Com a evolução no entendimento da dor, essa percepção também mudou. Hoje, especialistas procuram soluções para controlar a dor aguda e evitar o surgimento de diversas complicações causadas por ela.

O tema é tão importante, que a Associação Internacional para Estudo da Dor (IASP) dedicou um ano inteiro (outubro de 2010 a outubro de 2011) à dor aguda a fim de educar, conscientizar e alertar a população e órgãos públicos sobre o assunto.
             

Entre exemplos de dor aguda estão:

* Traumas e fraturas
* Queimaduras
* Lesões causadas pela prática de esporte (torsão, por exemplo)
* Dor de cabeça
* Cólicas menstruais
* Dor de dente
                     

A começar pelos números, a dor é o principal motivo que leva pacientes ao pronto-socorro: 70% das pessoas que chegam a um departamento de emergência têm essa queixa (1). A lombalgia, dor abdominal e cefaleia estão entre as principais categorias de condições médicas agudas (2). De fato, dores nas costas são bastante frequentes, inclusive no Brasil. De acordo com pesquisa encomendada pela Pfizer ao Ibope realizada em nove regiões metropolitanas, ao serem questionados sobre as dores que sentiram na vida, 81% dos brasileiros mencionaram dor de cabeça e 40% dor na coluna/costas (respostas espontâneas). Outros 8% apontaram as musculares e causadas por excesso de exercício físico (estiramento, mau jeito); enquanto 5% relataram dores provocadas por batidas, torções, fraturas, luxações (3).

Quando a dor não é tratada corretamente, ela deixa de ser consequência de um “acidente” e pode se tornar causa de vários outros problemas para o paciente.
              

Consequências da dor aguda não tratada para o paciente

* Aumento do risco de complicações, entre elas a trombose;
* Prejuízo na qualidade e quantidade de sono;
* Baixa produtividade profissional ou até incapacidade;
* Diminuição na qualidade de vida;
* Aumento do risco de desenvolver dor crônica.

 Fonte: International Association for the Study of Pain (IASP)
http://www.iasp-ain.org/Content/NavigationMenu/GlobalYearAgainstPain/GlobalYearAgainstAcutePain/FactSheets/default.htm 
                                        

Além do alto número de casos em emergências, a dor é muito frequente nos pacientes em recuperação de cirurgias. Nos Estados Unidos, a dor é relatada por 80% dos pacientes em período pós-operatório (4).

Atualmente, mesmo com as opções disponíveis para controle do sintoma, menos da metade dessas pessoas recebe alívio apropriado (5).
                                               

Além do sofrimento desnecessário, esse controle inadequado pode implicar:

Pós-operatório doloroso: consequências do controle inadequado da dor

* Entre 10% e 50% dos pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos comuns, a dor aguda é seguida da crônica (6);
* Dor crônica severa, que acomete de 2% a 10% desses pacientes.

 Fonte: International Association for the Study of Pain (IASP)
http://www.iasp-pain.org/AM/Template.cfm?Section=Fact_Sheets3&Template=/CM/ContentDisplay.cfm&ContentID=12977 
                               

Atualmente, há um entendimento muito mais completo e aprofundado em relação à dor, inclusive em relação à aguda. Para controlá-la de maneira adequada e satisfatória, o processo envolve desde a informação correta ao paciente e capacitação da equipe médica (inclusive para utilização de técnicas minimamente invasivas) até o tratamento apropriado do problema – seja com métodos não medicamentosos (massagens, acupuntura, compressas de calor e frio, entre outras) ou a base de analgésicos ou anti-inflamatórios.

Em relação aos anti-inflamatórios, há opções eficazes, denominada inibidores da enzima COX-2. Ele bloqueia especificamente a substância COX-2, responsável por causar dor e inflamação e, por isso, alivia a dor causando menos danos ao estômago, efeito colateral frequente com o uso dos anti-inflamatórios tradicionais. De qualquer maneira, seja qual for o problema, é necessário que o paciente procure um médico – o profissional capacitado para diagnosticar e tratar corretamente a dor.
                       

Por que controlar a dor corretamente

* Diminui os dias de incapacidade e baixa produtividade dos pacientes em suas atividades profissionais;
* Permite ao paciente receber alta hospitalar mais rapidamente;
* Reduz custos com cuidados e complicações de curto e longo prazo;
* Otimiza o tempo das equipes médicas e de enfermagem.
                       

Referências

1. Todd KH, Miner JR. Pain in the emergency room. In: Fishman SM, Ballantyne JC, Rathmell JP, editors. Bonica’s management of pain, 4th edition. Lippincott, Williams and Wilkins; 2010. p 1576–87.

2. Todd KH, Ducharme J, Choiniere M, Crandall CS, Fosnocht DE, Homel P, Tanabe P. Pain in the emergency department: results of the Pain and Emergency Medicine Initiative (PEMI) multicenter study. J Pain 2007;8:460–6.

3. Pesquisa Dor no Brasil foi realizada pela Pfizer e conduzida pelo Ibope com 1,4 mil pessoas em nove regiões metropolitanas do Brasil (Belém, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília), em 2008.

4. Apfelbaum JL, Chen C, Mehta SS, Gan TJ. Postoperative pain experience: results from a national survey suggest postoperative pain continues to be undermanaged. Anesth Analg 2003;97:534–40.

5. Benhamou D, Berti M, Brodner G, De Andres J, Draisci G, Moreno-Azcoita M, Neugebauer EA, Schwenk W, Torres LM, Viel E. Postoperative Analgesic THerapy Observational Survey (PATHOS): a practice pattern study in 7 Central/Southern European countries. Pain 2008;136:134–41.

6. Kehlet H, Jensen TS, Woolf CJ. Persistent surgical pain: risk factors and prevention. Lancet 2006;367:1618–25.
                        

Pfizer

Fundada em 1849, a Pfizer é uma das mais completas e diversificadas companhias do setor farmacêutico. Presente em mais de 150 países, a empresa está no Brasil desde 1952. Melhorar a saúde e proporcionar bem-estar fazem parte da missão da Pfizer ao descobrir, desenvolver, fabricar e comercializar medicamentos de prescrição, genéricos e de consumo para Saúde Humana e Animal. A companhia oferece opções terapêuticas para uma variedade de doenças em todas as etapas da vida, com um portfólio que engloba desde vitaminas para gestantes e vacinas para bebês, até medicamentos para doenças complexas, como dor, câncer, tabagismo, infecções e doença de Alzheimer. A Pfizer também mantém e acompanha projetos sociais voltados para educação, saúde e sustentabilidade no país.
                      

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Camila da Veiga R. Costantini 
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