Do que eu falo quando falo de corridas

Do que eu falo quando falo de corridas, de Haruki Murakami, Ed. Alfagura.

Por Carlyle Vilarinho, 2010.
É um livro perfeito para tempo de férias, para ler na praia. E não é um livro apenas sobre corridas, tampouco um manual sobre corridas para corredores. O autor é bastante sincero e, logo na introdução, já informa aos leitores: é um livro de memórias, um romance autobiográfico, centrado no ato de correr.

Até quase seus 30 anos, Murakami levava uma vidinha rotineira de proprietário de um bar de jazz em Tóquio. Um dia, ele resolveu que podia ser escritor. Escreveu um primeiro romance e foi premiado. O segundo romance também foi premiado, agradou bastante o público e ele decidiu que poderia ganhar a vida como romancista profissional.

Neste romance, ele nos conta que na inicial rotina de escritor, passava os dias sentado, escrevendo, e queimava três maços de cigarros. Um dia, com os dedos amarelos e o corpo fedendo a nicotina, se deu conta de que naquele estilo sua vida como escritor seria bem curta. É aí que a corrida entra na vida dele.

Então ele fala de sua vida de escritor, de seu processo de escrever romances, e como esta vida é permeada por sua vida de corredor. Ele descreve como foi se preparar e correr sua primeira maratona.  Foi em Atenas, mas não era a Maratona de Atenas. Ele correu sozinho.

Ele conta como foi encarar uma ultra maratona, 99km, em Hokkaido, norte do Japão, e como isto mudou sua vida. E como foi a passagem de corredor de ultra maratona a escritor-atleta cinquentão de triatlo.




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