Controle do colesterol deve começar na infância

A geração atual de crianças pode ser a primeira, em muitos anos, a ter uma expectativa de vida menor do que a de seus pais. O motivo principal para o alerta é o crescente índice de obesidade infantil e dos problemas relacionados a doenças não-transmissíveis, com destaque para o aumento da pressão arterial e do colesterol.

A afirmação partiu da diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan. O Dia Nacional do Controle do Colesterol, serve como incentivo para uma mudança de hábitos alimentares e ainda como aviso para um cuidado mais atento da saúde não apenas de adultos e idosos, mas que pode ter início já com as crianças.

Segundo dados da OMS, cerca de 43 milhões de crianças em idade pré-escolar sofrem de obesidade ou sobrepeso, uma condição que gera riscos para a saúde ao longo de toda a vida. Antes considerado um problema típico dos países ricos, a obesidade infantil já não é vista da mesma forma e tem atingido, inclusive, grupos de menor renda em países em desenvolvimento.

A nutricionista Bernadete Azevedo adverte que a alimentação das crianças brasileiras não pode ser concentrada em “fast food”, salgadinhos, frituras e alimentos industrializados.

“Muitas crianças já estão apresentando alteração no índice de colesterol. Os pais devem estar atentos à alimentação de seus filhos, uma vez que ‘fast food’ e salgadinhos, alimentos muito consumidos pelas crianças, são fontes de colesterol. É importante que elas sejam estimuladas a consumir frutas e vegetais diariamente”, afirma a nutricionista.

Ela destaca que a obesidade e o sobrepeso não são os únicos indícios de que o colesterol pode estar elevado. “Pessoas magras que possuem uma alimentação desregrada podem ter alteração nos níveis de colesterol. É necessário que se faça exames periodicamente para o acompanhamento dos níveis de colesterol.”

De qualquer forma, o excesso de peso, principalmente se a gordura for visceral, pode contribuir com as dislipidemias, a alta presença de gordura no sangue. “A gordura encontrada nessa região tem intensa atividade lipolítica, que libera grandes quantidades de ácidos graxos livres na circulação sanguínea.”

                          

Alimentos que ajudam

Dra. Bernadete recomenda que a alimentação adequada, tanto para crianças como para adultos, deve ser “diariamente colorida”. “A ação antioxidante de frutas e vegetais reduz a oxidação de alimentos gordurosos, além da ação das fibras que ‘arrastam’ parte da gordura para as fezes e com isso, previnem o aumento do colesterol.”

Entre os alimentos mais recomendados para o controle e a redução dos índices de colesterol, estão a linhaça e os peixes. “A gordura dos peixes é melhor metabolizada pelo organismo”, comenta a professora, que é autora de dois livros sobre nutrição infantil, “João Reclamão” e “As Aventuras de Olavac”.

A linhaça é um dos complementos que melhor se adapta à dieta do brasileiro. Além do preço acessível, ela é versátil e pode ser consumida todos os dias, com frutas, sucos ou adicionada na refeição. “Para que a linhaça tenha o efeito de redutor do colesterol, ela deve ser consumida triturada. Se ingerirmos a semente inteira, nosso organismo não possui enzimas para digerir a celulose da casca e o ômega 3 não será aproveitado”, complementa Dra. Bernadete.
                                                    

Entenda o colesterol

O colesterol é uma molécula similar à gordura que age na composição da membrana que envolve as células, é essencial para a fabricação de hormônios e na composição da vitamina D, necessária para os ossos e para o crescimento. Obtido nos alimentos de origem animal ou produzido pelo fígado, ele circula por todo o corpo, mas não é solúvel no sangue.

Problemas podem ocorrer, especialmente, quando se ingere alimentos que contenham colesterol em demasia, como carnes gordas e ovos. O excesso se deposita nas artérias, formando placas que podem endurecê-las e entupi-las, e o processo pode gerar problemas cardiovasculares.
                 

De olho na mesa

* Alimentos sem restrição – legumes, verduras e frutas.

* Consumo com moderação – sementes oleaginosas (castanhas, nozes e amendoim), óleos (soja, milho e girassol), cereais, iogurte desnatado, aveia, gelatina, farinhas em geral, pão, queijo branco.

* Alimentos com alto risco – carnes gordas, pele de frango, camarão, lagosta, carne de porco, miúdos, embutidos, ovos, chocolate, leite integral, creme de leite, bacon, empanados, frituras, presunto, mortadela, salame, queijos amarelos, salgadinhos e outros.
                                                

Fonte

Bernadete Azevedo – Nutricionista, coordenadora e docente do curso de Nutrição do Complexo Educacional FMU, especialista em nutrição na infância e adolescência e mestre em nutrição em Saúde Pública.
             
                      

O Complexo Educacional FMU, que reúne as Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Faculdades Integradas de São Paulo (FISP) e Faculdades Integradas Alcântara Machado e Faculdade de Artes Alcântara Machado (FIAM FAAM), é referência na qualidade de ensino e empregabilidade de seus alunos há mais de 40 anos. Atualmente, a instituição oferece mais de 70 cursos de Graduação, 50 opções de Pós-graduação (Especialização e MBA), 30 cursos de Extensão e Mestrado em Direito. Possui estrutura moderna, campi de fácil acesso e professores mestres e doutores, que oferecem aos estudantes um ensino diferenciado e inovador.
                          

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