Hepatites A e B – vacinação é o melhor remédio

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas pelo vírus da hepatite B.

No Brasil, de acordo com dados do Inquérito Nacional de Hepatites Virais, divulgados em maio do ano passado, a hepatite A já atingiu 40% da população brasileira até 19 anos. E o Ministério da Saúde estima que cerca de 20 milhões de crianças e adolescentes não foram imunizados contra a hepatite B e correm riscos de contrair a doença. E muitas pessoas que tomam a primeira dose não completam o ciclo de três doses, necessário para conferir proteção duradoura.

Diante de dados tão alarmantes, recentemente o Ministério da Saúde aumentou o número dos grupos prioritários para receber gratuitamente a vacina contra a hepatite B e determinou sua aplicação em todos os postos de saúde. Até agora, ela estava disponível apenas em centros de referência, o que dificultava o acesso do público. Com essa decisão, poderão ser vacinadas também as gestantes após o 3º mês de gravidez, manicures, pedicures, podólogos, mulheres que fazem sexo com pessoas do mesmo sexo, transgêneros, caminhoneiros, portadores de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e de doenças no sangue, assentados e acampados.
                                                   

Os vários tipos da doença

Atualmente, são conhecidos cinco tipos de hepatites virais – A, B, C, D e E. Destas, apenas as duas primeiras podem ser prevenidas pela vacinação.

A hepatite A ocorre principalmente em locais onde não há saneamento básico ou em função da falta de higiene. A transmissão é feita pela ingestão de líquidos ou alimentos contaminados pelas fezes de uma pessoa doente.

O vírus HVA, causador da doença, é extremamente resistente. Ele é capaz de sobreviver 30 dias em alimentos secos como pães e bolachas, 10 meses em frutas congeladas a –30°C, 19 dias em mariscos crus e 89 dias em água mineral conservada a 20°C. O impacto da doença sobre o corpo humano depende da idade com que o indivíduo contrai a doença. Cerca de 70% das crianças com menos de 5 anos desenvolvem a hepatite sem apresentar sintomas. Acima desta idade, 70% dos infectados têm icterícia, vômitos, náuseas, mal-estar, falta de apetite e febre. Entre 10 a 20% dos casos exigem internações em função de complicações como mal-estar e desidratação.

A prevenção é feita por vacinas oferecidas apenas na rede particular. A vacina é feita com vírus inativados (mortos) e já vem pronta para uso, acondicionada em seringa descartável. É recomendada para maiores de um ano. A vacina é bastante segura e, duas semanas após a primeira dose, a maioria das pessoas já tem anticorpos suficientes para garantir a proteção contra a doença. No entanto, recomenda-se dose de reforço após seis meses para que essa proteção seja duradoura.

Já a hepatite B é considerada uma das formas mais perigosas da doença. Essa inflamação no fígado é transmitida pelo vírus VHB, cem vezes mais contagioso do que o da Aids. Dos 2 bilhões de pessoas que já tiveram contato com o VHB, cerca de 400 milhões tornaram-se portadoras crônicas e sujeitas a ter câncer de fígado ou cirrose hepática.

A disseminação acontece pelo contato com o sangue e secreções corpóreas de uma pessoa infectada. Assim, uma mulher infectada pode contagiar o filho no momento do parto. O uso compartilhado de seringas e injeções contaminadas também contribui para a propagação da doença. Além disso, o vírus da hepatite B pode ser transmitido por objetos cortantes – como alicates de unha, lâminas usadas por barbeiros, tatuagens, piercings. A hepatite B é considerada um mal silencioso porque nem todos que contraem a doença apresentam sintomas.

A vacina contra a hepatite B é a forma mais segura de se prevenir contra a doença. O índice de proteção é superior a 95%. Ela está disponível na rede pública para pessoas até 19 anos e, na rede privada, para todas as idades. A Sanofi Pasteur distribui uma vacina contra hepatite B, disponível em duas apresentações: uma pediátrica e outra para maiores de 16 anos. A vacina deve ser tomada em três doses, a segunda, 30 dias após a primeira, e a terceira, após 180 dias.

A Dra. Lúcia Bricks, gerente medica da Sanofi Pasteur destaca que embora a vacina contra hepatite B seja oferecida gratuitamente aos adolescentes, a cobertura nessa faixa etária é baixa, e mesmo os que iniciam o esquema, não completam o esquema de três doses, necessário para conferir proteção duradoura.
                                                                 

Fonte

Sanofi Pasteur – Divisão de vacinas do grupo francês Sanofi Aventis, produtora e distribuidora das vacinas Avaxim (hepatite A) e Euvax B (hepatite B).
                                              

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Informações

Ivani Cardoso -  ivanicardoso@lufernandes.com.br
Jane Soares – Jane@lufernandes.com.br
Lu Fernandes Escritório de Comunicação
11 3814-4600




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