Obesidade infantil – o que é, causas, consequências e tratamento

A guloseima consumida na hora do recreio, durante o período das aulas, a bolachinha depois do almoço e o salgadinho do final de tarde em casa, aliados ao sedentarismo, estão contribuindo para que, cada vez mais, crianças e jovens se tornem obesos no Brasil – vale lembrar que os principais meios de diversão dessa nova geração são o computador e o videogame.

A Pesquisa Brasileira do Orçamento Familiar do IBGE (POF 2002-2003 *) indica que, na faixa etária de 10 a 19 anos, a frequência de excesso de peso é de 16,7%. Esta frequência é ainda maior entre os pré-adolescentes, com idade entre 10 e 11 anos, esse percentual chega a 22%. 

“Uma pessoa pode ficar obesa quando ela consome mais energia do que o necessário. É uma conta básica de subtração. A gordura corporal excessiva na infância pode surtir efeitos danosos à saúde em pessoas ainda muito jovens. Combater este mal é um grande desafio dos tempos atuais”, comenta Dr. Vladimir Schraibman.

 

As principais causas da obesidade infantil

1. Quais são as principais causas da obesidade em crianças e adolescentes?

As principais causas de obesidade infantil são o sedentarismo, a dieta inadequada, fatores genéticos e, na minoria dos casos, alterações hormonais.

 

2. Por que a obesidade infantil é tão atacada?

A obesidade infantil deve ser combatida, pois acredita-se que os adipócitos, as células que armazenam gordura, são definidas em sua quantidade durante a infância. Logo, o tratamento da obesidade vai influir por toda a vida do indivíduo.

 

3. Quais são as doenças relacionadas à obesidade infantil?

As principais doenças relacionadas são alterações na glândula tireóide e outras relacionadas a síndromes ovarianas.

 

4. Qual é a melhor forma de combater a obesidade infantil?

As melhores formas de combate incluem a prática de atividades físicas, a diminuição do sedentarismo por meio de restrições ao tempo de televisão, uso de videogames e internet, além de uma dieta balanceada e equilibrada. Caso estas medidas não funcionem, a avaliação médica adequada é fundamental.

 

5. Como detectar se a criança está obesa?

O pediatra sem dúvida é o especialista indicado para fazer esta avaliação, por meio do acompanhamento constante da criança, onde serão analisados peso e altura ideais para a idade e sexo da criança.

 

6. Um pré-adolescente gordinho pode ficar esbelto depois de entrar na puberdade?

Sim. O pessoa precisará seguir um programa que inclua exercícios físicos aliado a uma dieta balanceada, prescrita por um profissional pediatra ou nutricionista.

 

7. Qual a dieta indicada para uma criança e adolescente obeso?

Em indivíduos obesos, a avaliação nutricional com o acompanhamento de um nutricionista é fundamental, porque somente ele poderá prescrever uma dieta compatível com as características e necessidades desta criança ou adolescente, inclusive a partir de exames e análise do histórico familiar.

 

8. Quais os impactos emocionais que uma criança obesa pode ter?

A obesidade infantil pode gerar alterações psicológicas, que podem influir na vida da criança, gerando uma baixa auto-estima e levando à solidão, tristeza, nervosismo e, até mesmo, depressão – problemas que podem perdurar na vida adulta. Esta soma de sentimentos influencia na diminuição da qualidade de vida deste indivíduo e em sua socialização.

 

9. Pais obesos podem influenciar no modo alimentar da criança, levando ela à obesidade, mesmo que as características genéticas não pesem para este lado?

Com certeza. O ambiente familiar da criança é um fator decisório na gênese  e manutenção da obesidade. Portanto, a orientação dietética correta já deve ocorrer logo que a criança começa a comer na mesa com os pais, por volta dos 2 ou 3 anos de idade. Os hábitos que adquirir nesta fase serão levados por toda vida.

 

(*)http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2002analise/default.shtm; http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2002/pof2002.pdf

 

Fonte

Vladimir Schraibman / CRM-SP 97304 -  Graduado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo, com mestrado e doutorado em Ciências Médicas pelo Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Videolaparoscópica (Sobracil), é médico colaborador do Setor de Fígado, Pâncreas e Vias Biliares do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo, membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein e orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein (Proctor Intuitive Robotic System).  Tem diversos artigos publicados em revistas e jornais científicos do Brasil e do exterior, além de intensa participação em congressos nacionais e internacionais.

 

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