Sol, sem proteção, pode causar câncer de pele

Para aproveitar o verão é preciso usar protetor solar, óculos escuros e se expor ao sol apenas nos horários indicados.

Com a chegada do verão, os cuidados com a pele devem ser redobrados. Apesar de a radiação ultravioleta (RUV), produzida pela luz solar, ser essencial para a preservação do calor e da vida, por conta dos buracos na camada de ozônio, a exposição exagerada ao sol pode causar vários danos à pele, inclusive o câncer.

De acordo com a professora Jackeline Mota, essa radiação é classificada como um carcinógeno completo (agente que promove e desenvolve os tumores), subdividida em UVA, UVB e UVC, sendo que os dois primeiros espectros de onda são causadores de tumores, queimadura solar e envelhecimento cutâneo. “As variações dos índices de RUV dependem da existência de nuvens na atmosfera, posição geográfica, sazonalidade e hora do dia. Entre as 10 e as 14 horas, as radiações são mais prejudiciais à pele, devido a maior quantidade de UVB e UVA”.

No Brasil, o câncer de pele é o mais frequente, representando 25% de todos os tumores malignos registrados; porém, se detectado precocemente, tem altos percentuais de cura. A professora aponta que “os tumores da pele também podem estar relacionados a outros fatores de risco, como a exposição ao arsênico, a radiação ionizante, úlceras crônicas e doenças genéticas da pele. Mas, sem dúvida, a exposição ao sol sem proteção não é recomendada”. Estima-se que até os 21 anos uma pessoa já tenha ficado exposta ao sol 80% do que deveria ficar durante toda a vida.

A professora Jackeline observa que conhecer o próprio corpo é imprescindível, pois se a pessoa perceber uma lesão avermelhada na pele que vem crescendo de tamanho e não cicatriza ou sangra, é preciso desconfiar. “No caso de a pessoa ter muitas pintas, é importante observar se elas estão aumentando de tamanho. As mais perigosas apresentam mais de 0,5 cm de diâmetro. A mudança de coloração da pinta, com a presença de várias cores numa mesma lesão – assim como a irregularidade da borda e a assimetria – também devem ser observadas. Além disso, a história familiar de câncer da pele deve ser levada em consideração”.

 

Para se prevenir, a professora dá algumas dicas:

1. Crie o hábito do uso do protetor solar, iniciando na infância. A partir dos seis meses de idade, os protetores já podem ser usados;
2. O protetor solar com FPS 15 deve ser utilizado diariamente, a cada quatro horas. No caso de exposição intensa ao sol (praia, piscina, parques, etc.), a aplicação deve ser feita a cada duas horas e reaplicada logo após o contato com a água ou quando ocorre uma sudorese intensa;
3. Aplique o protetor solar uma hora antes da exposição ao sol;
4. O uso de óculos escuros ajuda na prevenção da catarata desencadeada pela RUV;
5. O uso de roupas apropriadas e chapéus ajudam na proteção ao sol;
6. Respeite os horários mais apropriados para a exposição solar: até às 10 horas ou após às 16 horas. Não se esqueça de levar em conta o horário de verão;
7. Evite o uso de perfumes, cremes hidratantes e contato com limão antes de ir à praia ou piscina, porque podem desencadear queimaduras;
8. Aproveite o verão com responsabilidade!

 

Fonte

Jackeline Mota – Professora de Dermatologia da Universidade Nove de Julho (UNINOVE).

 

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UNINOVE: Markione Santana (markione@uninove.br)




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Comentários

Buracos na camada de ozônio: Todo o tipo de orientação sobre os riscos que uma pessoa corre ao se expor aos raios solares é muito bem vindo. Não podemos esquecer que estamos passando por um período de grandes transformações aqui na Terra, tanto positivamente como negativamente.Os buracos na camada de ozônio, muito comentados pela imprensa, são de assustar mesmo, e fazem parte da transformação negativa.

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