Exercícios físicos em programas de reabilitação cardiopulmonar e metabólica

Hospital do Coração – HCor – alerta para os benefícios que os exercícios físicos trazem para pacientes propícios à problemas cardiopulmonares. De acordo com o Dr. Carlos Hossri, o exercício físico está sendo cada vez mais reconhecido e aprovado cientificamente.

Prova disto são estudos que comprovam que a ação do treinamento físico como âmago dos programas de reabilitação reduz o número de infartos em cerca de 30% e a mortalidade por causas cardíacas de 20 a 30%. Além disso, cerca de 15 a 20% dos pacientes  do Centro de Reabilitação Cardiopulmonar do HCor participam de provas esportivas dentro de uma prescrição individualizada, promovendo-se dessa maneira uma reintegração do cardiopata com o universo esportivo.

Sua eficácia atinge os principais fatores de risco cardiovascular como a redução da pressão arterial, molda o sistema nervoso autônomo, aprimora o condicionamento aeróbico, reduz  a massa gorda e os níveis de glicemia (açúcar sanguíneo) e promove o retardamento do limiar de isquemia (melhora da perfusão/irrigação sanguínea tecidual).

Pelo Programa de Reabilitação Cardiopulmonar e Metabólica  do HCor, que completa 10 anos em 2009, já passaram cerca de 1200 pacientes, que mantiveram elevados índices de aprovação, os quais foram comprovados após a realização de sequências de exercícios físicos. Muitos utilizam o serviço prestado pelo Hospital do Coração após a realização de cirurgias, como forma de recuperar-se rapidamente dos efeitos trazidos pelo procedimento cirúrgico.

É nesse sentido que há uma conscientização sobre a importância do exercício físico regular como forma de prevenção e tratamento de possíveis problemas cardiopulmonares.

 

O programa de Reabilitação Cardíaca, Pulmonar e Metabólica do HCor

O programa de reabilitação HCor constitui-se de avaliação nutricional, psicológica, avaliação fisiátrica (com prescrição sobre os diferentes tipos de exercícios físicos a serem realizados, para proporcionar maior força e flexibilidade muscular), teste espirométrico (com avaliação da função pulmonar realizada pelo pneumologista), teste cardiopulmonar (com prescrição do exercício – intensidade, modo, frequência e duração, pela avaliação cardiológica também especializada em medicina esportiva ), assistência de enfermagem, integração com o suporte hospitalar para emergências e supervisão e assistência médica especializada durante todas as sessões de exercício.

O serviço é composto, também, de sessões de exercícios ministrados por educadores físicos e fisioterapeutas especializados em reabilitação cardíaca, com monitoração dos sinais vitais e do ritmo cardíaco pelo sistema de telemetria multicanal. Após o primeiro ciclo de três meses, é efetuada uma reavaliação multiprofissional com nova prescrição para um próximo ciclo de sessões de exercício de maneira individualizada.

Por meio do programa de reabilitação, os pacientes conseguem reduzir a pressão arterial, melhorar o condicionamento físico, controlar o peso, aumentar a auto-estima, reduzir os efeitos nocivos do estresse bem como prevenir novos efeitos cardiovasculares. Os pacientes que fazem parte do programa têm um retorno precoce ao trabalho e uma redução do risco de novos eventos cardíacos, além da diminuição do processo aterosclerótico.

Atualmente, a capacidade do Centro de Reabilitação é de quatro pacientes por sessão de treinamento. Em breve retornaremos o setor com sua academia para dentro das dependências hospitalares, localizada no 2º andar do hospital. Com a mudança poderão ser atendidos até seis pacientes por sessão, em que todos os ficarão monitorizados com um sistema único no país de Telemetria Multicanal, que grava todos os batimentos cardíacos durante todas as sessões de treinamento físico.

 

A eficácia do programa

Um estudo realizado com 100 pacientes com doença coronariana e todos com  quadro de angina (dor no peito), foram submetidos a tratamento invasivo através da angioplastia coronária (colocação de stent´s). Esses pacientes foram divididos em dois grupos de 50 pacientes – um grupo para o tratatamento com angioplastia e outro para a reabilitação. No término de um ano houve 14% a mais de complicações para o grupo da angioplastia (com a necessidade de novo procedimento ou cirurgia de revascularização) do que para os pacientes que realizaram o programa de reabilitação.

“A conclusão desse estudo revela que medidas como a reabilitação são recursos que devem ser estimulados no gerenciamento das doenças cardiovasculares, sendo sempre uma alternativa para pacientes sem condições de serem submetidos a tratamentos invasivos e com maiores riscos, ou mesmo após esses tratamentos”, explica dr. Hossri.

 

Fonte

Carlos Hossri – Médico cardiologista, Diretor do Centro de Reabilitação Cardiopulmonar e Metabólica do HCor.

 

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Mais Informações

Target Consultoria em Comunicação Empresarial
Assessoria de Imprensa do HCor – Hospital do Coração
Rita Barão / Rafael Ernandi / Renata Silva
Tel (11) 3063-0477




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