Parasitoses emergentes – atualização científica

APM promove atualização científica sobre parasitoses emergentes.

Uma das principais causas de diarréias, as parasitoses vêm adquirindo maior gravidade à medida que pacientes tornam-se mais vulneráveis.

Em 28 de maio, será realizada pelo Departamento de Patologia Clínica da Associação Paulista de Medicina (APM) uma reunião científica visando à atualização clínica e patológica nos casos de parasitoses emergentes.

A importância do evento está no aumento na incidência das parasitoses, bem como no surgimento de novas doenças, especialmente facilitadas por alterações no meio ambiente. Estarão em pauta temas como os avanços nas técnicas de diagnóstico bem como as mudanças nos perfis dos pacientes.

Segundo a médica patologista do Hospital das Clínicas, prof. dra. Vera Lúcia Pagliusi Castilho, pacientes com sistema imunológico comprometido, como os soropositivos para HIV, transplantados ou que passam por quimioterapia são uma grande preocupação dos especialistas nesta área. “As imunodeficiências provocaram uma mudança no cenário das parasitoses, que hoje são patogênicas”, avalia.

Diversas parasitoses, assintomáticas em grande parte da população ou que levam o paciente a uma diarréia que desaparece sem nenhum tratamento específico em poucos dias podem levar um paciente imunodeprimido à diarréia grave, acompanhada de febre, cólicas intestinais, vômitos e emagrecimento, podendo causar morte, se não diagnosticada e tratada precocemente.

As crianças desnutridas são outra parcela da população gravemente atingida pelas parasitoses. Com o organismo fragilizado pela falta de nutrientes, tornam-se vítimas constantes. Segundo dados da Disciplina de Parasitologia Clínica da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, até 20% das crianças que freqüentam creches estão infectadas com algum protozoário.

 

Parasitoses emergentes

As parasitoses emergentes são provocadas por protozoários, entre os quais os mais comuns são aqueles pertencentes ao grupo dos microsporídeos. São cerca de 100 diferentes gêneros e mais de 1.000 espécies capazes de infectar grande número de hospedeiros, desde invertebrados até seres humanos.

No caso de infecção em humanos, a principal manifestação clínica é a ocorrência de diarréia crônica, de consistência aquosa, sem a presença de muco ou sangue nas fezes. Alguns pacientes também têm acometimento da mucosa do trato biliar e do aparelho respiratório.

Assim, como qualquer parasitose, as emergentes são contraídas a partir do consumo de alimentos ou água contaminados, explica a prof. dra. Vera Lúcia. O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais em amostras fecais, com técnicas especialmente utilizadas para este fim. “Atualmente para os casos em pesquisa clínica, as técnicas mais indicadas são as de PCR, e não mais o Protoparasitológico, que é um exame de rotina”, adverte.

 

Avaliação Clínico e Laboratorial das parasitoses emergentes

Data: 28 de maio de 2009

Horário: das 20h às 22h

Local: Associação Paulista de Medicina

Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antonio, 278 – São Paulo/SP

Informações: (11) 3188.4252 / eventos@apm.org.br

 

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Comentários

artigo de parasitose pro trabalho do bruno…..

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